quinta-feira, 24 de março de 2016

Feliz Páscoa!

Face à quadra que estamos a atravessar aproveito para desejar a todos uma Feliz Páscoa, na companhia dos que vos são queridos.

imagens de páscoa para facebook


Um fraterno abraço com amizade,
Vasco da Gama

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ENVELHECER E CRESCER, ENVELHECER E PROGREDIR...

No primeiro dia de aulas o nosso professor apresentou-se aos alunos, e desafiou-nos a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.
Fiquei em pé a olhar à volta quando uma mão suave me tocou no ombro.
Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.
Ela disse:

"Olá, o meu nome é Rosa e tenho oitenta e sete anos de idade.” 
E deu-me um gigantesco apertão de mão.
Não resisti e perguntei-lhe:
"Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona:
"Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."
"Está a brincar", disse eu. 
Estava curioso em saber o que a tinha motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:"Eu sempre sonhei em frequentar um curso universitário, e agora estou a fazê-lo!"

Após a aula caminhamos para o prédio dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente.
Nos três meses seguintes íamos para a aula juntos e falávamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado a ouvir aquela "máquina do tempo" compartilhar a sua experiência e sabedoria comigo.
Passado um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.
Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava a divertir-se!
No fim do semestre convidamos Rose para falar no nosso jantar de futebol.
Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.
Ela foi apresentada e se aproximou do podium. Quando ela começou a ler o seu discurso deixou cair três, das cinco folhas no chão.
Frustrada e um pouco embaraçada, pegou no microfone e disse simplesmente:
"Desculpem-me, eu estou tão nervosa! 

Não vou conseguir colocar os meus papéis em ordem de novo, por isso deixem-me apenas falar sobre aquilo que eu sei."Enquanto nós ríamos, ela limpou a garganta e começou:
"Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque 
paramos de jogar.Existem quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir para termos “sucesso”.

Primeiro, precisamos rir e encontrar humor todos os dias.
Segundo, precisamos ter um sonho. 

Quando perdemos os nossos sonhos… morremos. Há tantas pessoas a caminhar por aí que estão mortas e nem desconfiam!Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Entre envelhecer e Progredir.
Se tiveres dezanove anos e ficares deitado na cama um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, ficarás com vinte anos.

Se tenho oitenta e sete anos e ficar na cama um ano sem fazer nada, ficarei com oitenta e oito anos.
Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho.
Isso não exige talento nem habilidade, é uma consequência natural da vida. A ideia é crescer através das oportunidades.E, por último, não tenha remorsos. 
Os velhos geralmente não se arrependem do que fizeram, mas sim das coisas que deixaram de fazer.
As lágrimas mais amargas diante de um túmulo, são mais por palavras não ditas do que por palavras ditas, portanto, não tenham medo de viver.

Ela concluiu o seu discurso cantando corajosamente "A Rosa". 

Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e a vivê-la nas nossas vidas diárias.No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranquilamente em seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.
"Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional" 
(Retirado da Internet - Autor desconhecido)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GEOMETRIA AMOROSA

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E falando descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar,
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos
Viciosos.
Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo,
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema, ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade.
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Autor desconhecido, mas admirável!
​​


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

UM BOM NATAL PARA TODOS NÓS

Na  Quadra  Festiva  que  estamos  a  atravessar  quero  aproveitar  a  oportunidade para desejar a todos os meus amigos e aos leitores deste Blog  um  Feliz  Natal e  um  Ano Novo com muita saúde, paz e felicidade.



Um fraterno abraço com amizade,
Vasco Lopes da Gama

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A ARTE DE VIVER A VIDA

A vida é como que uma página em branco que Deus nos deu, à espera das palavras que nela coloquemos.

A vida é curta e está sempre por um fio. Para morrer basta apenas e só estar vivo. Num qualquer dia pode ser o nosso último dia de vida.

O acordar depois de uma noite de sono é sempre uma dádiva ─ é o milagre da vida que se renova em cada dia. Apesar disso o importante é nunca nos esquecermos de como é frágil a nossa vida.

Quanto mais anos vivemos menos tempo teremos para viver. Por isso, em cada dia que passa, e em todos os momentos, devemos procurar que eles sejam para nós valiosos e importantes.

Quando somos jovens vivemos na ilusão de que a vida é longa, interminável e que sempre haverá tempo para tudo.

Ao chegarmos a adultos vamos tomando consciência das demasiadas preocupações e das diversas circunstâncias que, tantas vezes, nos impedem de pensar sobre a vida e, quantas vezes, ela já passou por nós sem quase nos termos apercebido disso.

Considerando que aquilo que de mais precioso temos é o tempo de vida, devemos esforçar-nos para que saibamos aproveitar esse tempo procurando viver a vida duma forma leal, honesta, sincera e justa, carregando sempre no nosso coração a certeza de vivermos com base na verdade, na tolerância e no amor ao próximo.

A cada momento é sempre tempo de recomeçar. Saibamos pois sorrir e, com o nosso sorriso, contribuamos também para procurar levar um pouco de felicidade aos outros que connosco se vão cruzando ao longo da nossa vida.

Não menos importante é a busca da felicidade. Ter uma vida feliz e próspera começa, acima de tudo, em cada um de nós. Cada um de nós tem o poder de escolha sobre o que pensar, o que falar e de que forma devemos agir, de criar hábitos saudáveis para formar o nosso caráter e, de alguma maneira, determinar o nosso destino. É, por assim dizer, que o nosso futuro poderá ser fortemente influenciado pelo querer de nós próprios, já que ele poderá ser, em grande medida, o contributo impulsionador do nosso futuro. 

A vida é um momento pequeno onde buscamos o que de melhor está à nossa disposição. Acontece que, muitas vezes, o melhor que a vida tem anda meio escondido, ou anda fugindo dos nossos braços. Na verdade, o melhor da vida é sempre ─ o tempo. 

Na vida o que todos procuramos é por um destino dominado pela felicidade. A felicidade não é mais do que os breves momentos em que nos apresentamos ao mundo, às pessoas e à vida duma forma completa.

Ser feliz é lutar para atingir os reais objetivos que a vida nos oferece. A vida é uma oferta, uma bênção ─ e isso já é, só por si, uma razão mais do que suficiente para nos congratularmos.

Os caminhos para chegar até à felicidade são muitos e cada um deve saber escolher o seu.

Todos os dias temos que tomar opções e decisões importantes que podem definir os contornos do nosso percurso de vida. Saibamos ouvir o que o nosso coração nos diz e saibamos usar, ao mesmo tempo, a razão.

Não baixar os braços e nunca desistir dos nossos sonhos é muito importante, mas a melhor forma de vivermos a vida é procurarmos manter-nos sempre fixados nas nossas metas e objetivos, pois a vida deve ser vivida intensamente, na certeza do que ela representa ─ esperança, força e fé!

Em cada dia que nasce e em cada nova luz do sol no firmamento, há o sinal de que os milagres acontecem a toda a hora. 

Procuremos, pois, SER FELIZES! Tudo o mais são coisas de somenos importância!

A todo o momento ainda é tempo de partirmos em busca do nosso espaço de satisfação e felicidade. Portanto, não desistamos e saibamos VIVER A VIDA!
Vasco Lopes da Gama

terça-feira, 20 de outubro de 2015

FILHOS!!!

Os filhos são como as águias, ensinarás a voar mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos.

Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida.

Mas, em cada voo, em cada sonho e em cada vida, permanecerá para sempre a marca dos ensinamentos recebidos.

(Madre Teresa de Calcutá)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reflexão em Tempo de Férias (III) - Os jovens e os desafios do mercado de trabalho

O primeiro obstáculo que se depara aos jovens à procura de emprego é a sua falta de experiência profissional, uma vez que muitas empresas não procuram apenas pessoas com formação académica, mas também com alguma de experiência.
É esta combinação de formação académica de nível superior e experiência profissional que nos parece uma combinação quase impossível e paradoxal nos jovens pois, para ter experiência é preciso começar sem experiência, já que ela só se adquire com o tempo.
Mas infelizmente o mercado de trabalho ainda não vê as coisas dessa forma.
Conscientes disto, muitos dos nossos jovens têm procurado trabalhar nas férias e/ou durante o próprio ano escolar, em empregos temporários, tendo em vista começar a ganhar experiência no mundo do trabalho.
O facto de muitos jovens irem trabalhar/estagiar durante os estudos, tem-se mostrado importante e determinante para a sua vida profissional. É, nesse sentido, que muitas universidades e institutos têm incentivado e integrado estágios nos currículos dos seus cursos, como um requisito para a atribuição do grau de certificação académica e de conclusão dos cursos ministrados aos seus alunos.
A aplicação desta experiência de prática empresarial ajuda os alunos a constatarem, por si próprios, a aplicabilidade da teoria que lhes foi ministrada e isso dá-lhes a oportunidade de melhor poderem conhecer o mundo laboral e o seu real funcionamento, para além de lhes possibilitar um melhor conhecimento das suas responsabilidades enquanto trabalhadores/colaboradores, a hierarquização estrutural das empresas e organizações e os tipos de relacionamentos existentes nas estruturas, nas chefias e nos subordinados.
Tudo isto é cada vez mais importante, sobretudo para os jovens, uma vez que lhes vai permitir um melhor conhecimento do que é, ou deverá ser, o trabalho em equipa, o cumprir horários, o lidar com a pressão e com a concorrência. Cabe aqui ainda referir que, através destas experiências de trabalho, os jovens tendem a ficar com uma melhor perceção, na prática, do que será a realidade profissional do posto e trabalho que imaginam poder vir a desempenhar e com que sonham.
Hoje em dia, para os jovens, o primeiro desafio que se lhes coloca é procurar estar bem preparado e saber demonstrar o seu talento e as suas qualidades e competências. Por isso o fator experiência tornou-se crítico face à cada vez maior concorrência no mercado de trabalho.
Muitas vezes, os jovens chegam a recusar excelentes oportunidades apenas porque a remuneração não é atrativa.
No entanto, no atual quadro do mercado laboral a experiência dos primeiros seis meses, ou um ano, pode valer mais do que muito do dinheiro que se deixou de ganhar.
Começar a trabalhar, mesmo quando as condições não são como se esperava e desejava, pode possibilitar a abertura de portas para novas oportunidades de trabalho.
Portanto, o mais importante é conseguir colocar o pé na porta de entrada e aproveitar a ocasião para mostrar o talento que se tem e, depois disso, tentar negociar as condições de trabalho, procurando provar que, contrariamente ao que muitos pensam, os jovens não são um risco, mas um investimento.
A finalizar este apontamento e reflexão, queremos deixar uma mensagem de esperança aos nossos jovens. Atualmente a internet está presente no nosso dia-a-dia e nas relações de trabalho, isso significa que os contactos e relacionamentos, de qualquer um de nós, podem ser feitos quando já nos encontramos no ambiente laboral. Este ambiente permite-nos conhecer muitas pessoas, inclusivamente da concorrência, que poderão ser muito importantes na abertura de novas portas e, quem sabe, de novas opções de funções e de novas oportunidades de crescimento e de carreira profissional.
Vasco Lopes da Gama

Reflexão em Tempo de Férias (II) - A mesa do velho avô

Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora e neto de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, sua vista era embaralhada e seu passo hesitante. A família comeu junto à mesa, mas, as mãos trémulas do avô ancião e sua visão falhando tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolavam da colher dele para o chão. Quando ele pegava o seu copo, o leite derramava na toalha. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora.

— Nós temos que fazer algo a respeito do vovô, disse o filho. Já tivemos bastante leite derramado, muita comida no chão e sempre o ouvimos comer ruidosamente.

Assim, o marido e a esposa prepararam uma pequena mesa num canto da sala. Lá, o ancião comia sozinho, enquanto o resto da família desfrutava o jantar. Desde que o avô tinha quebrado uns pratos, a comida dele ficou sendo servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção do vovô, às vezes percebia lágrimas em seus olhos por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências quando ele derrubava um garfo ou derramava comida. O neto assistia tudo em silêncio.

Uma noite, antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança:

— O que você está fazendo?

Da mesma forma dócil o menino respondeu:

— Estou fazendo uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer, e continuou a trabalhar.

As palavras do menino golpearam os pais, que ficaram mudos. Então, lágrimas começaram a fluir em suas faces. Entretanto, nenhuma palavra foi dita e ambos souberam o que deveria ser feito.

Naquela noite, o marido pegou a mão do vovô e, com suavidade, conduziu-o à mesa familiar. Pelo resto dos seus dias de vida, o vovô comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem o marido nem a esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha ficado suja.

As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, elas imitarão aquela atitude pelo resto de suas vidas. E os pais sábios percebem isso diariamente, que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança.

(Texto retirado da Internet - autor desconhecido)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Reflexão em Tempo de Férias (I) - Preparar para a Vida!

Grande parte dos pais procura superproteger os filhos mas, ainda que inconscientemente, com essa atitude estão de certa forma a impedir que os filhos, por si mesmos, encontrem os meios necessários para manterem o seu próprio desenvolvimento.

Por quase todos nós, pais, há um momento nas nossas vidas que nos marca e que não raras vezes recordamos como que com um nó na garganta. Trata-se do momento em que nós, enquanto pais, às vezes já com uma idade avançada, achando que já ensinámos praticamente tudo sobre a vida, dizemos aos nossos filhos, que se preparem para partir em busca da sua própria vida e do seu futuro: “vão e não olhem para trás, sigam em busca do vosso caminho e dos vossos ideais”. É um momento difícil para nós enquanto pais e, talvez também, para eles, enquanto filhos.

Muitos de nós, enquanto pais, não tínhamos a audácia de estimular os nossos filhos a saírem do pé de nós.

Mas, hoje em dia, tem-se a impressão de que as coisas já estão a mudar. Parece que atualmente os pais procuram respeitar a vontade dos filhos e a forma como eles pretendem fazer as suas vidas.

Mas será mesmo isto o que se passa? Não estou assim tão certo.

É evidente que há grandes avanços. Os jovens de hoje são mais livres para escolher as profissões que acham mais adequadas ao seu perfil e vocação; são mais livres de escolherem os seus namoros e para se casarem, ou não. Poucos são os pais que, hoje em dia, têm a coragem de interferir frontalmente sobre o destino dos seus filhos. Isso, é claro, desde que eles se comportem dentro dos limites e dos padrões de conduta mais usuais.

Quantos filhos que decidem ser atores, bailarinos, músicos, etc., não esbarram com críticas e muitos problemas e obstáculos familiares? O mesmo se passa com os homossexuais que, na grande maioria das vezes, ocultam as suas práticas das famílias.

Na época atual, muitas das nossas crianças e jovens, são demasiadamente apaparicados e mimados pelos pais e acabam por não desenvolver os meios necessários para se manterem “sobre as próprias pernas”. É evidente que, desta forma, jamais estarão em condições de partir para longe dos pais. Foram carregados ao colo o tempo todo, ficando como que “sem pernas para caminhar sozinhos”, não podendo andar pelos seus próprios meios.

Muitos dos pais que assim procedem, fazem-no porque, na realidade, querem os filhos perto de si, exatamente como se fazia no passado. O terem os filhos por perto de si dá-lhes sabor e sentido às suas próprias vidas. Esquecem-se que, desta forma, os seus filhos ficam “sem asas e incapazes de voar”, por sua própria conta.

Hoje, aos pais, é importante que preparem os filhos para que eles saibam “voar sozinhos”.

Hoje, aos filhos, é permitido e desejável que partam, que tenham “asas para voar” em busca do seu próprio caminho e do seu futuro.
Vasco Lopes da Gama

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O 5º funcionário!

Aplica-se não só à função pública mas a todo o país. Está fenomenal...
ERA UMA VEZ... 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.
(Autor Desconhecido)

sábado, 30 de maio de 2015

VISITAR A GRÉCIA... A REALIZAÇÃO DUM SONHO! ▬ ( V )

No quinto e penúltimo dia da nossa viagem à Grécia e, chegados ao hotel, depois de termos passado o dia num mini-cruzeiro pelo Golfo Sarónico, no Mar Egeu, logo tivemos que nos aprontar para uma saída noturna. O programa incluía ainda, para este dia, um jantar numa das tradicionais tabernas, no bairro Plaka.
Poderá mesmo afirmar-se que foi uma decisão acertada! Plaka é um antigo bairro muito agradável e aprazível, particularmente à noite, quando todos saem para jantar e onde, em cada beco e viela se encontra uma taberna, música, escadinhas com flores, igrejinhas ortodoxas…
O trajeto do hotel até ao bairro de Plaka terminou na Taberna "Neos Rigas", que se encontrava repleta e onde já estavam previamente reservadas as nossas mesas.
Tivemos, então, oportunidade de saborear algumas das especialidades da culinária local, repleta de tradição e ingredientes frescos que conferem um toque especial ao sabor dos pratos, acompanhados pelos seus bons vinhos.
Entretanto, os músicos começaram a tocar, dando início ao espetáculo. Música, canções e danças folclóricas gregas, intercaladas de vez em quando por músicas e canções de alguns dos países dos turistas que enchiam aquela Taberna, foram acompanhando a degustação do nosso jantar e animando o ambiente.
Infelizmente, com bastante pena nossa, não fomos contemplados com nenhuma canção, ou música portuguesa. No entanto, nem por isso deixámos de nos divertir, cantar e até de, alguns de nós, fazerem o gosto ao pé dançando no palco com o grupo de dançarinos gregos, ao som de belas melodias tocadas pelos "músicos de serviço".
Entretanto, as horas iam passando e, naquele ambiente, quase nem dávamos por isso. Mas já era tarde e, como na manhã do dia seguinte deveríamos deixar o nosso hotel a caminho do aeroporto de Atenas, para a viagem de regresso, ainda teríamos que arranjar um tempito para arrumar as nossas coisas nas malas.
Na hora do regresso ao hotel era patente a alegria e boa disposição da maioria dos elementos do nosso grupo. Alguns irradiavam a alegria duma forma mais expansiva tendo, no trajeto até ao autocarro, cantado algumas canções do cancioneiro português.
No sexto e último dia de viagem, fomos despertados cedo. Após o pequeno almoço começou a habitual azáfama do transporte das malas e bagagens para a receção do hotel.
Tal como previsto, às 10H00, saímos do hotel para o Aeroporto de Atenas. Era o momento de darmos como que um último olhar à cidade e àquelas interessantes paragens que, certamente em muitos de nós, deixavam gratas recordações.
A viagem de regresso, tal como a viagem de ida, teve transbordo em Munique para mudança de voo. O tempo de espera em Munique, acabou por ser passado em amena cavaqueira, recordando alguns dos momentos da nossa estadia na Grécia, apreciando as "free shops", bebendo um café, uma cerveja e/ou saboreando alguma das especialidades e comidas típicas da Alemanha (p.ex. bratwurst, salsicha feita de carne de porco moída e especiarias).
A finalizar este relato de viagem não poderíamos deixar de referir o acompanhamento do desenrolar da mesma, via telemóvel, por parte da Presidente da Direção da ASO/USO, Senhora D. Isabel Martins, que muito nos sensibilizou. Aqui lhe queremos também expressar o nosso reconhecimento e agradecimento pelo seu empenho na realização desta viagem e a atenção demonstrada no decorrer da mesma. 
Vasco Lopes da Gama

quinta-feira, 28 de maio de 2015

VISITAR A GRÉCIA... A REALIZAÇÃO DUM SONHO! ▬ ( IV )

Ir a Grécia e não fazer um cruzeiro é como ir a Roma e não ver o Papa.
Alguns de nós estávamos entusiasmados com a ideia de desbravar o Mar Egeu.
Neste quinto dia de estadia na Grécia fomos conhecer as ilhas de Hydra, Poros e Egina, nesta ordem. E depois? Depois voltámos para Atenas para dormir no conforto do nosso hotel. É um mini-cruzeiro de um só dia!
São as famosas Ilhas do Golfo Sarónico e o passeio serve de amostra do que a Grécia insular (a parte do país formada por ilhas) tem para oferecer. Uma escapadinha divertida e que 90% dos turistas estrangeiros aproveitam.
São ilhas muito utilizadas também como destino de veraneio pelos atenienses, dada a proximidade, a facilidade de transporte e a grande oferta de imóveis para alugar.
Falando agora sobre o nosso cruzeiro podemos começar por referir que os navios utilizados não são aqueles transatlânticos que vêm à nossa mente quando falamos de um cruzeiro. Trata-se de um barco com vários ambientes: barzinho, restaurante e decks externos para melhor podermos apreciar a paisagem.
Na programação a bordo tivemos apresentações e atuações de música típica e dançarinos, para nos distrair nos percursos mais longos da viagem.
A Ilha de Hydra foi a primeira a ser visitada. Esta é a minha preferida. Não sei se é por causa das águas transparentes batendo nas rochas ao lado do porto … ou talvez pelo museu histórico com os seus canhões observando o azul indescritível daquele mar. Pode ser também por causa das casinhas brancas que sempre povoaram a minha imaginação, sobre como a Grécia deveria ser. 
As coisas lá em Hydra são carregadas no lombo de burricos, pois ali não circulam carros. Um verdadeiro encanto e fascinio.
Após o regresso ao nosso barco continuámos o nosso cruzeiro rumo à Ilha de Poros. Durante este percurso foi servido o almoço.
Atracados à Ilha de Poros, descemos e tivemos algum tempo livre para passear. Casinhas brancas, dezenas de igrejinhas e o belo mar com uma cor indescritível. Tudo quanto ao que imaginávamos sobre as ilhas gregas materializava-se ali mesmo, aos nossos olhos.
O programa nesta ilha era caminhar pelas ruelas antigas e sentir um pouco dum país que ainda vive de pesca, oliveiras e artesanato. Mas, o que verdadeiramente nos impressiona, é imaginar como eles conseguem manter a sua autenticidade mesmo com os milhões de turistas que todos os dias ali aportam, vindos do mundo todo.
De regresso ao cais embarcámos para reiniciarmos a nossa viagem, agora rumo à Ilha de Egina (ou Aegina).
Das três esta é a maior das ilhas, tem estradas e várias praias inclusive. O cruzeiro proporcionava algumas opções de passeio extra, que alguns dos elementos do nosso grupo aproveitaram para fazer e que acharam interessantes.
É a pátria dos pistaches, são um dos maiores produtores do mundo, para além de também aqui podermos apreciar o verde das oliveiras.
Ainda nesta ilha podemos admirar um dos mais lindos e preservados templos dóricos de toda a viagem, em homenagem a Afaia, que é uma das versões da deusa Atena.
Depois de passarmos o resto da tarde na Ilha de Egina (ou Aegina), voltámos em segurança para o Porto de Pireus, regressando tranquilamente ao nosso hotel no centro de Atenas.

Relativamente a este cruzeiro e em termos duma avaliação global, para além dos momentos de descontração, confraternização e saudável convívio entre todos os elementos do nosso grupo, poderemos destacar os belos lugares visitados, as lindas paisagens, um mar azul de encantar e regalar os olhos, a diversão a bordo … ou seja, em resumo e numa palavra ─ aprovado!

Vasco Lopes da Gama

VISITAR A GRÉCIA... A REALIZAÇÃO DUM SONHO! ▬ ( III )

Após três dias de viagem já nos começávamos a sentir familiarizados com Atenas. No quarto dia, depois de termos aproveitado a manhã livre para darmos uma volta por Atenas e feito a compra de algumas lembranças, estava programada para a parte da tarde uma saída para visitar o Cabo Sounion, que fica situado no extremo sul da Ática, a uns 70 Km da capital.
O percurso que fizemos de Atenas para o Cabo Sounion foi através duma estrada à beira-mar, que nos proporcionou a apreciação de um mar azul maravilhoso e com praias muito bonitas e de recantos de sonho. Sem dúvida que, por momentos, parecia estarmos perante a visualização de algo semelhante a um bilhete-postal.
O Cabo Sounion, uma pequena faixa de terra que avança para o mar, é como que uma pérola defronte do mar Egeu, que abriga o Templo de Poseidon, construído no ano 44 a.C., dedicado ao Deus do Mar. O Templo, com muitas das suas magníficas colunas dóricas originais, ainda erguidas, está bem conservado e impressiona pela sua localização, na parte mais elevada do cabo.
Já na estrada, a vista do mar Egeu, é linda, mas fica ainda mais bonita quando se chega ao Templo que foi erguido para proteger as águas gregas. Observar o mar a partir do Templo é fantástico bem como, certamente, a vista do mar para o Templo, também deve ser fenomenal. Assim, não admira que a adoração a Poseidon fosse tanto da terra como do mar.  
Muitos de nós nem nos dávamos conta do inexorável andamento dos ponteiros do relógio. Começavam a ser horas de iniciar a viagem de regresso a Atenas. Depois de termos passado pela loja existente no local para trazer umas recordações dirigimo-nos ao autocarro que nos trouxe de volta ao nosso hotel em Atenas.
Depois do jantar no hotel, a maioria dos elementos do nosso grupo, foi descansar pois, no dia seguinte, teríamos que nos levantar cedo, já que nos esperava um dia muito cheio, com um cruzeiro pelo Golfo Sarónico, no Mar Egeu, visitando três das suas ilhas.

Vasco Lopes da Gama

domingo, 17 de maio de 2015

VISITAR A GRÉCIA... A REALIZAÇÃO DUM SONHO! ▬ ( II )

Continuando o programa por terras gregas, no terceiro dia da nossa viagem, após termos tomado o pequeno almoço, partímos em direção ao grande lugar de culto de Apolo, um dos mais sagrados santuários da Grécia – Delfos, situado no Monte Parnaso, a 180km de Atenas.
Delfos é muito conhecida pelo seu sítio arqueológico, que foi declarado Património Mundial pela UNESCO. Era o local dos Jogos Píticos e de um famoso oráculo (o oráculo de Delfos), que ficava dentro de um templo dedicado ao deus Apolo. Delfos era considerado por todo o mundo grego como o omphalos, o centro do universo.
Delfos foi ocupada desde o Neolítico, sendo extensamente povoada no período Micénico. A maior parte das ruínas que sobrevivem datam dos séculos VI a IV a.C..
Delfos fica num Planalto semicircular conhecido como Phaedriades, junto ao Monte Parnaso, e sobranceiro ao vale de Pleistos. 15 km a sudoeste de Delfos, há a cidade-porto de Kirrha, no Golfo de Corinto.
Numa perspetiva mitológica, no local, a deusa Temis era a responsável pelo oráculo de Delfos, que era guardado pela serpente Piton. Apolo, que havia aprendido a arte da profecia de Pã, filho de Zeus e Húbris, matou a serpente e tomou o oráculo.
Em Delfos havia uma fonte que emitia os vapores que permitiam ao oráculo de Delfos fazer as suas profecias. O altar dedicado a Apolo provavelmente foi dedicado originalmente a Gaia e depois a Poseidon. O oráculo, nesse tempo, predizia o futuro baseado na água ondulante e no sussurro das folhas das árvores.
O Templo de Apolo na sua forma atual é o terceiro erguido no mesmo lugar e data do século IV a.C., sendo uma construção no estilo dórico, erguido sobre as ruínas de outros templos. Originalmente possuía seis colunas na frente e 15 na lateral, mas foi destruído por um terremoto em 373 a.C. Era a sede do culto a Apolo e onde eram proferidos os oráculos. Foi parcialmente restaurado entre 1938 e 1941.
O templo estava rodeado de várias capelas, chamadas de tesouros, porque guardavam os ex-votos e as ofertas das cidades-estado gregas, para comemorar vitórias dedicadas ao Deus, ou para agradecer benefícios. De todos o mais importante era o Tesouro de Atenas, hoje o único restaurado, construído para comemorar a vitória na Batalha de Maratona. Outro muito rico era o Tesouro de Sifnos, cujos cidadãos eram abastados por causa da exploração de ouro e prata da sua região. O Tesouro de Argos também é importante, por ser o que se preservou em melhores condições.
Delfos, em resultado das valiosas doações recebidas, tornou-se um centro de grande riqueza e influência na Grécia Antiga. Mais tarde as suas riquezas foram pilhadas por sucessivos conquistadores, sendo isto uma das causas apontadas ao declínio da cultura grega.
O templo sobreviveu até 390 d.C., quando o imperador cristão Teodósio I silenciou o oráculo, destruindo o templo e a maioria das estátuas e obras de arte em nome do Cristianismo. O local foi completamente destruído pelos cristãos zelosos na tentativa de remover todos os vestígios do paganismo.

Ainda em relação ao complexo arqueológico de Delfos deverão destacar-se:

  • O Altar de Quios que estava localizado em frente ao Templo, tendo sido construído pelo povo de Quíos no século V a.C. todo em mármore negro, cujas ruínas foram restauradas em 1920;
  • A Stoa dos Atenienses, construída por Atenas para celebrar a vitória sobre os Persas em 478  a.C., era uma estrutura com sete colunas talhadas em blocos únicos de pedra;
  • O Ginásio compreendia uma série de edificações usadas pelos jovens, incluindo uma stoa, piscinas e banhos;
  • O Estádio, localizado na parte superior da encosta, construído originalmente no século V a.C., sofreu muitas alterações em épocas posteriores. Podia acolher até 6.500 espectadores, com uma pista de corrida de 177 m de comprimento e 25,5 m de largura;
  • O Teatro estava instalado na parte superior do complexo, oferecendo uma vista panorâmica do vale de Delfos e de todo o santuário. Data do século IV a.C. que podia receber 5.000 pessoas, foi bastante remodelado com o tempo;
  • O Tolo, no santuário de Atena Pronaia, que foi erguido entre 380 e 360 a.C., com 20 colunas numa planta circular de 14,7 m de diâmetro, com 10 colunas coríntias no interior. Encontra-se a cerca de 800 m do grupo principal de ruínas;
  • E, por último, o Museu onde se guardam todos as oferendas que eram levadas ao Oráculo, quando o iam consultar.
Depois um saboroso almoço, num restaurante local e em ambiente agradável. Antes de iniciarmos a nossa viagem de regresso a Atenas, alguns dos elementos do grupo fizeram as tradicionais compras de lembranças, para além de também se ter aproveitado a oportunidade para tirarmos fotografias para mais tarde recordarmos.
Vasco Lopes da Gama