terça-feira, 14 de abril de 2015

Benefícios de dormir do lado esquerdo do corpo

De que lado do corpo tem o hábito de dormir? Direito ou esquerdo? Ou você é mais uma das pessoas que prefere dormir de barriga para cima?

Especialistas advertem que o melhor lado para dormir é o esquerdo. A seguir, confira nosso artigo e descubra o porque.

Cinco benefícios de dormir do lado esquerdo do corpo.

Pode ser que o título deste artigo o surpreenda. Talvez você seja uma pessoa que, até ao momento, não tinha parado para pensar no facto de que dormir em determinada posição pode ser mais, ou menos, benéfico para nosso corpo. Mas, ao que parece, esse detalhe tem a sua importância.

A realidade é que a medicina oriental já nos dizia há muito tempo que todos deveríamos dormir sobre o lado esquerdo do corpo. Um estudo recente publicado no The Journal of Clinical Gastroenterology demonstrou através de princípios simples, dimensões que o doutor John Doulliard os explica para que entendamos melhor essa questão.

Neste espaço, faremos um pequeno resumo desse estudo para que o coloquemos em prática, e teremos a certeza que nos convencerá.

1. Favorece a drenagem linfática

O doutor Doulliard explica que dormir do lado esquerdo é agir da forma natural. Essa parte é o lado dominante do Sistema Linfático, é por esse lado que ocorrem drenagens, por onde a linfa transporta elementos importantes como as proteínas, a glicose, os metabolitos e elementos que devem ser filtrados pelos nódulos linfáticos e que devem ser conduzidos pela parte esquerda.

Assim, lembre-se que o primeiro princípio é precisamente devido ao nosso sistema linfático, que se beneficiará ao dormirmos desse lado.

2. Por razões anatómicas

Pode ser que agora não se lembre, mas tanto o estômago como o Pâncreas, situam-se do lado esquerdo do corpo. Se nos posicionamos desse lado para dormir favorecemos uma melhor digestão. Esse é um modo de canalizar melhor os sucos gástricos, também ajudando as enzimas pancreáticas a serem excretadas com facilidade. Tudo isso ocorre lentamente, e não de uma vez como, por exemplo, costuma ocorrer quando dormimos sobre a parte direita.

3. Para o bem-estar do coração

Surpreso(a)? Provavelmente sim. Esse estudo explica-nos que mais de 80% do Coração se encontra do lado esquerdo do corpo e que por meio do simples ato de dormir do lado esquerdo, favorecemos a saúde desse órgão de um modo simples e natural. Além disso, como já mencionámos, o sistema linfático faz a drenagem mais facilmente nessa posição.

Outro ponto a considerar é que a aorta sai do coração tomando uma forma arqueada para o lado esquerdo para chegar ao abdómen. Se dormirmos do lado esquerdo o coração bombeará o sangue de forma mais simples e eficaz, impulsionando-o mais facilmente. Anote!

4. Você costuma dormitar (fazer uma soneca) depois do almoço?

Se você costuma dormitar um pouco (fazer uma soneca) depois do almoço, principalmente quando come muito, então não se esqueça de fazer isso optando sempre por se deitar sob o seu lado esquerdo. Dessa forma estará favorecendo a digestão e se levantará mais relaxado e menos cansado, sem dor no estômago. Prove e verá como cai bem essa soneca após o almoço, optando pelo lado esquerdo.

5. Pela saúde do baço

O baço, como se lembrará, também fica do lado esquerdo do corpo. Esse órgão também é parte básica do sistema linfático, necessário para filtrar o sangue e para executar uma óptima função linfática. Se dormirmos na parte esquerda do corpo faremos com que nossos fluidos se dirijam até o baço de uma forma mais simples, favorecendo o sentido natural da gravidade no nosso corpo. A maior parte do nosso sistema linfático executa as suas tarefas desse lado do corpo.

Logo, você já sabe, por questão de saúde é sempre mais recomendável dormir do lado esquerdo. Que tal tentar esta noite..?
(Texto retirado da Internet)

quarta-feira, 18 de março de 2015

A ESTRANHA - Uma história verdadeira!!!

Alguns anos depois de ter nascido, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.

Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, convidou-a a viver com nossa família.

A estranha aceitou e, desde então, tem estado connosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar na minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares... minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e meu pai ensinou-me a obedecer.

Mas a estranha era nossa narradora.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e fazia-me chorar.

A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora pergunto-me se ela teria rezado alguma vez para que a estranha se fosse embora).

Meu pai dirigia o nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.

As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… nem por nossa parte, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.

Entretanto, a nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava os meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

Meu pai nunca nos deu  permissão  para  tomar  álcool.  Mas a estranha  animou-nos  a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.

Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outros sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que os meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.

Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores dos meus pais, mesmo assim, permaneceu no nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.

Não obstante, se hoje você pudesse entrar para a guarda dos meus pais, ainda a encontraria sentada no seu canto, esperando que alguém quisesse escutar as suas conversas, ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...

Seu nome? Ah. seu nome… Chamamos-lhe TELEVISÃO!

É isso mesmo; a intrusa chama-se TELEVISÃO!

Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto de nome Tablet.

A estranha agora tem uma família. A nossa será que ainda existe?

(Autor desconhecido, texto retirado da Internet)

sábado, 7 de março de 2015

Obrigado a ti, mulher! - (Mensagem de exaltação para o "Dia Internacional da Mulher")

Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre na alegria e no sofrimento de uma experiência única: que te tornas o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz; que te fazes guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.

Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, a serviço da comunhão da vida.

Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que te levas ao núcleo familiar e à vida social, a tua sensibilidade, intuição, generosidade e constância.

Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada na vida social, económica, artística e política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento e a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do "mistério".

Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a mãe de Cristo, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta "esponsal", que exprime a comunhão que ele quer estabelecer com sua criatura.

Obrigado a ti, mulher, pelo simples facto de seres mulher!

Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas.

(
Extraído da carta do Papa João Paulo II às mulheres, 1995)

A fé é um sentimento de alegria e muita paz.

Cirurgião que encontrou Jesus NO CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA.

​Uma mensagem de esperança, amor e fé!​ Neste mundo de homens tão sem rumo!

Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração. - explicava o cirurgião a uma criança.
E a criança interrompeu-o:
- Você encontrará Jesus dentro dele?
O cirurgião olhou para ela e continuou:

- Eu vou cortar uma parede do teu coração para ver a "ferida" que ele tem.
- Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá? - a criança
 voltou a interrompê-lo.
O cirurgião voltou-se para os pais, que estavam sentados em silêncio, e olhou-os com espanto.

Dirigiu-se novamente à criança:
- Quando eu tiver visto tudo o que não está bem, planearemos o que fazer em seguida, ainda com teu coração aberto.
- Mas você encontrará Jesus no meu coração? A Bíblia diz que Ele mora lá. Todos que acreditam n'Ele dizem que
Ele vive no coração. Então, você vai encontrá-lo no meu coração!
O cirurgião pensou que era suficiente e explicou-lhe:
- Depois da operação, digo-te o que encontrei no teu coração. Fica combinado? Eu tenho a certeza que encontrarei um músculo cardíaco danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos e fraqueza nas paredes e vasos. E, só depois disso, saberei o que posso fazer para curar-te.
- Mas você também vai encontrar Jesus lá dentro, não vai? É a Sua casa, Ele vive lá, está sempre comigo.

O cirurgião fartou-se dos comentários insistentes da criança, saiu e foi para o  seu consultório.

Começou a gravar os estudos prévios para a intervenção:
- Aorta danificada, veia pulmonar deteriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante, dificilmente curável. Terapia: analgésicos e repouso absoluto. Prognóstico:...
Fez uma pausa e em tom triste disse:
- Morte nos primeiros anos de vida.
 Então, parou o gravador.
 - Porquê? - perguntou em voz alta. - Porquê acontecer isto com esta criança? Deus colocou-a aqui, nesta dor, condenando-a a uma morte precoce. Porquê?!

De repente, Deus, nosso Criador, responde:
- O menino, minha ovelha, já não pertencerá ao teu rebanho, porque ele é parte de mim e comigo estará por toda a Eternidade.
Aqui, no Céu, no Meu rebanho sagrado, já não sofrerá: será consolado de uma forma inimaginável, para ti ou para qualquer outra pessoa.
Os seus pais, um dia, unir-se-ão a ele, conhecerão a Paz e a Harmonia, juntos, no Meu Reino, e no Meu rebanho sagrado continuará crescendo.
O cirurgião começou a chorar intensamente, mas sentiu ainda mais raiva, não entendia as razões.
 E replicou:
Tu criaste este menino e também o seu coração. Para quê?
Para que morresse em poucos meses?
O Senhor respondeu-lhe:
Porque é tempo de regressar ao seu rebanho. A sua missão na Terra já se cumpriu. Há uns anos atrás, enviei uma ovelha com dons de médico para que ajudasse os seus irmãos, mas com tantos conhecimentos na ciência esqueceu-se do seu Criador.
Então, enviei outra das minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, mas sim para que a ovelha perdida há tanto tempo, com dotes de médico, voltasse para Mim.

Então, o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.
Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino enquanto os  pais estavam do outro lado, à sua frente.

A criança acordou e, murmurando, perguntou imediatamente:
- Abriu o meu coração?
- Sim. - respondeu-lhe o cirurgião.?
O que encontrou? - perguntou o menino.
- Tinhas razão: lá, reencontrei Jesus...

Deus tem muitas maneiras para nos lembrar que devemos voltar para o Seu lado.
Lê esta mensagem até ao fim. Eu quase a apaguei, mas fui abençoado quando cheguei ao final.

Leia somente se tem tempo para Deus.

Quando procuramos Deus, procuramo-Lo apenas nas igrejas.

E só às vezes, talvez ao domingo... Sim, gostamos de O ter na doença e, sobretudo, nas aflições, mas não temos um bocadinho de tempo sequer para Ele, no trabalho ou nos tempos livres. Porquê? Porque nas nossas vidas pensamos muitas vezes: "Eu posso e devo controlar-me sozinho, sem ajuda...".

Que Deus me perdoe por eu não permitir que haja tempo ou lugar onde ELE seja o 
PRIMEIRO na minha vida. Devemos sempre ter tempo para lembrar em TUDO o que ELE fez e faz por nós.

Jesus disse: "Se tu te envergonhas de Mim, Eu envergonhar-me-ei de ti diante de meu Pai".
Então, ajoelhei-me para orar, mas não por muito tempo, pois tinha muito que fazer. Tive que apressar-me e fazer tanta coisa.

Dei um salto e o meu dever cristão estava concluído...

Durante todo o dia, todos os dias, não tive tempo de dizer uma palavra de encorajamento, nem de falar de Jesus, aos meus amigos; iriam rir-se de mim e eu ficaria com medo e vergonha... "Não há tempo, não há tempo. Há muito que fazer." - era a minha reclamação constante. - "Não há tempo para Lhe dar as almas necessitadas, só na última hora, na hora da morte.".

Então, parei em pé diante do Senhor, olhei para Ele e permaneci de cabeça baixa, já que em Suas mãos ele segurava um livro, o livro da Vida. Deus deu uma vista de olhos no seu livro e disse: "Não encontro o teu nome... Uma vez estive a ponto de anotá-lo, mas faltou-me tempo.".

De todas as prendas que  recebermos, uma oração é a melhor.
Não custa nada e traz recompensas maravilhosas. Deus te abençoe e te guarde.
 (Retirado da Internet)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

NÃO QUERO MORRER…

Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro para que, nestes dias, possa dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.
"NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO!

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. Civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e … calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue, 5% dos sem-abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno-almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome, envergonhadamente, matar a fome dos seus meninos.
Por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade."
(Autor: Júlio Isidro)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar... Emocionei-me pela verdade no texto, não deixem de ler!
" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MÃE

Quando eu era pequeno, à noite, e já estava sentado na cama, a mãe dizia
com Deus me deito
com Deus me acho aqui vai o Tóino 
pela cama abaixo eu ia, ela apagava a luz, e logo a seguir manhã. 
Hoje sonhei que estava sentado no parapeito do Viaduto Duarte Pacheco, a minha mãe chegava, diziacom Deus me deitocom Deus me achoaqui vai o Tóinopela cama abaixo eu ia e logo a seguir nada. Um dia destes vai ser assim, desejo que um dia destes seja assim.O meu irmão Pedro morreu muito depressa no dia 21 de Dezembro, como era costume nele sem
prevenir ninguém, mas tenho a certeza que, em qualquer ponto seu
com Deus me deito
com Deus me acho
aqui vai o Pedro
pela cama abaixo 
só que, se calhar, ninguém tomou atenção a estas palavras. No dia seguinte fomos, os irmãos, dizer
à mãe. Estava sentada na cadeira do costume e portou--se com a imensa dignidade com que
sempre viveu. As suas palavras foram
- Tenham misericórdia de mim.
Era muito bonita, a mãe. Ensinou-nos a ler e ensinou-nos a dançar, talvez as duas coisas mais
importantes do mundo. E lembro-me de a ver andar de bicicleta na Praia das Maçãs, um pouco
indignado porque andar de bicicleta era uma coisa para nós, não era uma coisa para ela.
Depois de
- Tenham misericórdia de mim
que foi a única vez que a vi usar essa palavra, passado um bocado acrescentou
- Uma mãe não tem o direito de estar viva quando um filho morreu
e morreu de lhe ter morrido o filho, com uma discrição e uma elegância exemplares. Não tinha nenhuma doença especial: apenas a obrigação de cumprir um dever e foi juntar-se ao Pedro. Não comia quase, sentada na cadeira em que recebeu a notícia. Às vezes dizia-lhe versos porque ela gostava muito de poesia. Na igreja disse-lhe um dos seus sonetos preferidos, de António Sardinha, que aprendi com o pai. Costumava contar que o pai, enquanto se arranjava de manhã, na casa de banho, recitava poemas e ela ficava a um canto, a ouvi-lo.
- O que é que a seduziu no pai, mãe?
- A inteligência
ela que começou a namorá-lo aos catorze anos. Isso e a voz do pai, tão sensual:
- Nenhum dos filhos herdou a voz do pai. Talvez o António, um bocadinho.
A sensualidade e a inteligência, ela que era uma mulher muito inteligente. Falava, por exemplo, de Bento de Jesus Caraça que tinha conhecido menina, lá na Beira Alta, com o entusiasmo com que uma adolescente fala de um actor de cinema. Durante os meses em que esteve a preparar-se para se reunir ao filho às vezes pegava-lhe na mão e os dedos tão suaves e doces. Não éramos ricos, teve muitos filhos, tinha de tomar conta daquilo tudo, costurava, trabalha bastante em casa e quando se arranjava, assim para jantares mais de cerimónia, ficava uma brasa e pêras. Também não era especialmente terna mas contava-me, por exemplo, que, era eu bebé, lhe doía a boca de me dar beijos. Entre tantas mulheres apenas ela me declarou isso. Deve ser tão bom doer a boca de beijar. Há alturas em que me sinto culpado pelos problemas que lhe atirei para cima: doenças (uma meningite aos oito meses durante a qual estive em coma, tuberculose aos três anos), o meu mau feitio
(- Assim tão mau, mãe?)
o meu completo desinteresse pelos estudos
(Só se preocupa em escrever e ler)
o seu receio de me ver acabar a vender pensos rápidos e Bordas d'Água nas esplanadas porque a literatura não dá de comer a ninguém, esquecida que a culpa era dela dado que nos ensinou a ler antes de entrarmos para a escola e, em mim, a doença pegou:
- Só liga a livros e a raparigas.
Eu perguntava-lhe
- Existe alguma coisa para além disso, mãe?
e o facto de não responder significava, talvez, que até certo ponto estava de acordo.
Às vezes, ao zangar-se
- Não sorrias porque estou a ralhar-te
e, quando eu sorria, era-lhe difícil ralhar-me
- Sobretudo não faças essa carinha
e eu lá mudava a carinha para o resto da descompostura. Julgo que só compreendi bem o que sentia por mim quando estava com o cancro e ela veio visitar-me. Não era mulher de lágrimas mas a cara encontrava-se cheia delas, escondidas. Agora tenho o seu retrato ali e sou eu que as escondo. Pior do que você, mãe, visto que sou mais chorão. A Zézinha nasceu quando eu na guerra e escreveu-me a contar: "não sei se estás vivo ou morto porque há um mês e meio que não sei nada de ti". Estava vivo. Não assim muito vivo, mas vivo, ao passo que quanto a si, mãe, nunca esteve tão viva como agora.
Com Deus me deito
com Deus me acho
aqui vai o Tóino
pela cama abaixo.
Tanta coisa que eu podia contar a seu respeito, e não conto, e jamais contei. Não sou capaz, tenho pudor. Enquanto a metiam debaixo da terra e não aguentei, fui-me embora. Fazia um dia de sol muito bonito. E tive a certeza de ver o Pedro ao longe. Não precisámos de falar. Quase nunca precisávamos de falar para nos entendermos. Mas a palavra mãe ia de um para o outro. E somos nós que vamos pela cama abaixo. A mãe será a última pessoa a ficar, olhando para a gente. Nascemos de si, não tem o direito de se ir embora. Não concorda? Olhe que eu ponho-me a sorrir aquele sorrisinho parvo até escutar que sim.

(Autor: António Lobo Antunes)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...

Vê só que dilema!!!

Na ficha de qualquer loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa sou INQUILINO, nos transportes públicos e em viatura particular sou PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado (e lojas também) sou CONSUMIDOR. Nos serviços sociais sou UTENTE.

Para o estado sou CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou VIGARISTA, se não pago impostos sou SONEGADOR, se descubro uma maneira de pagar um pouco menos, sou CORRUPTO. Para votar sou ELEITOR, para os sindicatos sou MASSA SALARIAL, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se passeio, sou TRANSEUNTE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se leio um livro sou LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.A ver um espectáculo sou ESPECTADOR, a ver televisão sou TELESPECTADOR, no campo de futebol sou ADEPTO. Na Igreja católica, sou IRMÃO.

E, quando morrer... uns dirão que sou... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... MAIS UM QUE DEIXOU DE FUMAR... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...

E o pior de tudo é que, para os governantes sou apenas um IMBECIL!!!

E pensar que um dia quis ser EU. SIMPLESMENTE...
(Texto retirado da Internet)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um Ano Novo com a Esperança Renovada

A chegada de um novo ano pode trazer-nos uma grande diversidade de sentimentos. Aos que tiveram um bom ano, o otimismo pode ganhar mais força, com a expectativa de que o próximo continue no mesmo caminho. Já os que não atravessaram muitas dificuldades, recebem uma nova chance de deixar os problemas no passado e renovar a esperança para um futuro mais agradável.

Passar por um ano difícil não é exclusividade de poucas famílias. Seja qual for o motivo, as adversidades acompanham a vida de muita gente, e não é uma tarefa muito fácil abraçar a positividade quando estamos a passar por muitas dificuldades.

Mas talvez se pensarmos como é bom viver livre de problemas, as nossas forças aumentem e o otimismo faça parte de uma parte maior do nosso tempo. Vamos entrar no ano novo com a esperança renovada, com espaço livre para a felicidade, afastando-nos cada vez mais de tudo o que trouxer tristeza ou atrapalhar a nossa prosperidade!

Feliz Ano Novo!
("Mundo das Mensagens")