quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

NÃO QUERO MORRER…

Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro para que, nestes dias, possa dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.
"NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO!

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. Civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e … calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue, 5% dos sem-abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno-almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome, envergonhadamente, matar a fome dos seus meninos.
Por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade."
(Autor: Júlio Isidro)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar... Emocionei-me pela verdade no texto, não deixem de ler!
" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MÃE

Quando eu era pequeno, à noite, e já estava sentado na cama, a mãe dizia
com Deus me deito
com Deus me acho aqui vai o Tóino 
pela cama abaixo eu ia, ela apagava a luz, e logo a seguir manhã. 
Hoje sonhei que estava sentado no parapeito do Viaduto Duarte Pacheco, a minha mãe chegava, diziacom Deus me deitocom Deus me achoaqui vai o Tóinopela cama abaixo eu ia e logo a seguir nada. Um dia destes vai ser assim, desejo que um dia destes seja assim.O meu irmão Pedro morreu muito depressa no dia 21 de Dezembro, como era costume nele sem
prevenir ninguém, mas tenho a certeza que, em qualquer ponto seu
com Deus me deito
com Deus me acho
aqui vai o Pedro
pela cama abaixo 
só que, se calhar, ninguém tomou atenção a estas palavras. No dia seguinte fomos, os irmãos, dizer
à mãe. Estava sentada na cadeira do costume e portou--se com a imensa dignidade com que
sempre viveu. As suas palavras foram
- Tenham misericórdia de mim.
Era muito bonita, a mãe. Ensinou-nos a ler e ensinou-nos a dançar, talvez as duas coisas mais
importantes do mundo. E lembro-me de a ver andar de bicicleta na Praia das Maçãs, um pouco
indignado porque andar de bicicleta era uma coisa para nós, não era uma coisa para ela.
Depois de
- Tenham misericórdia de mim
que foi a única vez que a vi usar essa palavra, passado um bocado acrescentou
- Uma mãe não tem o direito de estar viva quando um filho morreu
e morreu de lhe ter morrido o filho, com uma discrição e uma elegância exemplares. Não tinha nenhuma doença especial: apenas a obrigação de cumprir um dever e foi juntar-se ao Pedro. Não comia quase, sentada na cadeira em que recebeu a notícia. Às vezes dizia-lhe versos porque ela gostava muito de poesia. Na igreja disse-lhe um dos seus sonetos preferidos, de António Sardinha, que aprendi com o pai. Costumava contar que o pai, enquanto se arranjava de manhã, na casa de banho, recitava poemas e ela ficava a um canto, a ouvi-lo.
- O que é que a seduziu no pai, mãe?
- A inteligência
ela que começou a namorá-lo aos catorze anos. Isso e a voz do pai, tão sensual:
- Nenhum dos filhos herdou a voz do pai. Talvez o António, um bocadinho.
A sensualidade e a inteligência, ela que era uma mulher muito inteligente. Falava, por exemplo, de Bento de Jesus Caraça que tinha conhecido menina, lá na Beira Alta, com o entusiasmo com que uma adolescente fala de um actor de cinema. Durante os meses em que esteve a preparar-se para se reunir ao filho às vezes pegava-lhe na mão e os dedos tão suaves e doces. Não éramos ricos, teve muitos filhos, tinha de tomar conta daquilo tudo, costurava, trabalha bastante em casa e quando se arranjava, assim para jantares mais de cerimónia, ficava uma brasa e pêras. Também não era especialmente terna mas contava-me, por exemplo, que, era eu bebé, lhe doía a boca de me dar beijos. Entre tantas mulheres apenas ela me declarou isso. Deve ser tão bom doer a boca de beijar. Há alturas em que me sinto culpado pelos problemas que lhe atirei para cima: doenças (uma meningite aos oito meses durante a qual estive em coma, tuberculose aos três anos), o meu mau feitio
(- Assim tão mau, mãe?)
o meu completo desinteresse pelos estudos
(Só se preocupa em escrever e ler)
o seu receio de me ver acabar a vender pensos rápidos e Bordas d'Água nas esplanadas porque a literatura não dá de comer a ninguém, esquecida que a culpa era dela dado que nos ensinou a ler antes de entrarmos para a escola e, em mim, a doença pegou:
- Só liga a livros e a raparigas.
Eu perguntava-lhe
- Existe alguma coisa para além disso, mãe?
e o facto de não responder significava, talvez, que até certo ponto estava de acordo.
Às vezes, ao zangar-se
- Não sorrias porque estou a ralhar-te
e, quando eu sorria, era-lhe difícil ralhar-me
- Sobretudo não faças essa carinha
e eu lá mudava a carinha para o resto da descompostura. Julgo que só compreendi bem o que sentia por mim quando estava com o cancro e ela veio visitar-me. Não era mulher de lágrimas mas a cara encontrava-se cheia delas, escondidas. Agora tenho o seu retrato ali e sou eu que as escondo. Pior do que você, mãe, visto que sou mais chorão. A Zézinha nasceu quando eu na guerra e escreveu-me a contar: "não sei se estás vivo ou morto porque há um mês e meio que não sei nada de ti". Estava vivo. Não assim muito vivo, mas vivo, ao passo que quanto a si, mãe, nunca esteve tão viva como agora.
Com Deus me deito
com Deus me acho
aqui vai o Tóino
pela cama abaixo.
Tanta coisa que eu podia contar a seu respeito, e não conto, e jamais contei. Não sou capaz, tenho pudor. Enquanto a metiam debaixo da terra e não aguentei, fui-me embora. Fazia um dia de sol muito bonito. E tive a certeza de ver o Pedro ao longe. Não precisámos de falar. Quase nunca precisávamos de falar para nos entendermos. Mas a palavra mãe ia de um para o outro. E somos nós que vamos pela cama abaixo. A mãe será a última pessoa a ficar, olhando para a gente. Nascemos de si, não tem o direito de se ir embora. Não concorda? Olhe que eu ponho-me a sorrir aquele sorrisinho parvo até escutar que sim.

(Autor: António Lobo Antunes)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...

Vê só que dilema!!!

Na ficha de qualquer loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa sou INQUILINO, nos transportes públicos e em viatura particular sou PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado (e lojas também) sou CONSUMIDOR. Nos serviços sociais sou UTENTE.

Para o estado sou CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou VIGARISTA, se não pago impostos sou SONEGADOR, se descubro uma maneira de pagar um pouco menos, sou CORRUPTO. Para votar sou ELEITOR, para os sindicatos sou MASSA SALARIAL, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se passeio, sou TRANSEUNTE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se leio um livro sou LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.A ver um espectáculo sou ESPECTADOR, a ver televisão sou TELESPECTADOR, no campo de futebol sou ADEPTO. Na Igreja católica, sou IRMÃO.

E, quando morrer... uns dirão que sou... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... MAIS UM QUE DEIXOU DE FUMAR... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...

E o pior de tudo é que, para os governantes sou apenas um IMBECIL!!!

E pensar que um dia quis ser EUSIMPLESMENTE...
(Texto retirado da Internet)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um Ano Novo com a Esperança Renovada

A chegada de um novo ano pode trazer-nos uma grande diversidade de sentimentos. Aos que tiveram um bom ano, o otimismo pode ganhar mais força, com a expectativa de que o próximo continue no mesmo caminho. Já os que não atravessaram muitas dificuldades, recebem uma nova chance de deixar os problemas no passado e renovar a esperança para um futuro mais agradável.

Passar por um ano difícil não é exclusividade de poucas famílias. Seja qual for o motivo, as adversidades acompanham a vida de muita gente, e não é uma tarefa muito fácil abraçar a positividade quando estamos a passar por muitas dificuldades.

Mas talvez se pensarmos como é bom viver livre de problemas, as nossas forças aumentem e o otimismo faça parte de uma parte maior do nosso tempo. Vamos entrar no ano novo com a esperança renovada, com espaço livre para a felicidade, afastando-nos cada vez mais de tudo o que trouxer tristeza ou atrapalhar a nossa prosperidade!

Feliz Ano Novo!
("Mundo das Mensagens")

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

MINHA MENSAGEM PARA SI!!!

Em certa esquina por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."

Alguns dos que passavam olhavam-no intrigados, outros achavam-no doido e outros até lhe davam dinheiro. 

Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e disse-lhe: 
- "Você é muito criativo!”
- Não gostaria de colaborar numa campanha da minha empresa? 
- Vamos lá. Só tenho a ganhar!, respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e, com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí em diante a sua vida foi uma sequência de sucessos.

Numa entrevista coletiva à imprensa, esclareceu como conseguira sair da mendicidade para tão alta posição.

Contou ele então: 
-Bem, houve alturas em que eu costumava sentar-me nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

“Minha vida é triste, miserável, passo fome, tenho frio. Uma esmola por amor de Deus. Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver! "

E sempre pensava comigo:
-As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: -"Tudo o que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."

Aquilo tocou-o profundamente e, como nada tinha a perder, decidiu trocar os dizeres da placa para:

-"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.”

E, a partir desse dia, tudo começou a mudar, a vida trouxe-lhe a pessoa certa para tudo o que ele precisava, até que chegou onde está hoje. Teve apenas que entender o Poder das Palavras.

Podemos criar com o poder do que pensamos, com o que dissermos, ou escrevermos a nosso respeito e isso acabará por se manifestar na nossa própria vida como realidade.

Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem ainda piores, pois atrairemos este tipo de coisas. Na nossa vida materializamos todas as nossas crenças.

Uma repórter, ironicamente, perguntou: 
-O senhor está a querer dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor: 
-"Claro que não, minha ingénua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!"

NUNCA DEIXE DE ACREDITAR NA VIDA!

NUNCA DEIXE DE ACREDITAR EM SI PRÓPRIO!

Retirado da Internet (Autor Desconhecido)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

"ALENTEJANÊS"

Todo o bom alentejano “abala”, para um sítio qualquer, que normalmente é já ali. O ser já ali é uma forma de dizer que não é muito longe, mas claro que qualquer aldeia perto aqui no Alentejo está no mínimo a cerca de 30km. Só um alentejano sabe ser alentejano!

Um alentejano “amanha” as suas coisas, não as arranja, um alentejano tem “cargas de fezes”, não tem problemas, um alentejano vai “à do ou à da…” não vai a casa de…, um alentejano “inteira-se das coisas” não fica a saber… No Alentejo não há aldrabões há “pantomineiros” e aqui também não se brinca, “manga-se”.

No Alentejo não se deita nada fora, “aventa-se” qualquer coisa e come-se “ervilhanas” ou “alcagoitas” (amendoins) e “malacuecos” (farturas). Os alentejanos não espreitam nada nem ninguém, apenas se “assomam”… E quando se “assomam” muitas vezes podem mesmo ter dores nos “artelhos” (tornozelos)!

Muitas vezes viaja-se de “furgonete” (carrinha), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas). Quando algo não corre bem, é uma “moideira” (chatice) e ficamos “derramados” (aborrecidos) com a situação, levando muitas a vezes a que as pessoas acabem por “guerrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes “escabeches” (alaridos).

“Ainda-bem-não” (regulamente) as pessoas tem que puxar pela “mona” (cabeça) para se desenrascarem quando muitas vezes a solução dos seus problemas está mesmo “escarrapachada” (bem visível) à sua frente.

Não estou “repesa” (arrependida) de ter escrito esta pequena crónica, com vista a lembrar detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de “bradar aos céus”. “Dei fé” (pesquisei) a algumas expressões e tentei não vos criar, a vós leitores, uma grande “moenga”, apenas quero que guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura” (lembrança)!
(Autor desconhecido)

domingo, 2 de novembro de 2014

Oito razões para beber vinho tinto.


É um facto demonstrado por vários estudos: o vinho tinto, tomado de forma moderada, faz bem à saúde. A "Time" decidiu compilar, de uma vez por todas, todos os benefícios que se podem encontrar na ingestão desta bebida. 

Saiba quais são as oito razões elencadas pela reputada publicação.

Beber um copo de vinho é uma boa maneira de terminar um cansativo dia de trabalho, se ingerido sem exageros. Mas, se é bom para nos ajudar a descontrair, também é sabido que nos faz bem à saúde. A revista "Time" decidiu compilar os benefícios da ingestão moderada deste líquido para homens (2 copos) e mulheres (1 copo).

1 – Promove a longevidade.
Investigadores da Harvard Medical School confirmaram que o resveratrol, um componente encontrado na pele das uvas negras, estimula a produção de uma proteína que tem benefícios anti envelhecimento.

2 – Melhora as capacidades de memorização. 
Novamente o resveratrol. Um estudo concluiu que as pessoas que ingeriam um suplemento desta substância evidenciavam mais capacidades para reter novas palavras e tinham melhor desempenho do hipocampo, parte do cérebro que está associada à formação de novas memórias, aprendizagens e emoções.

3 – Reduz o risco de doenças cardíacas. 
Um estudo de 2007 sugere que procyanidins, um composto encontrado no vinho tinto, ajuda a promover a saúde cardiovascular. O vinho produzido no sul de França e Sardenha, onde as pessoas tendem a viver até mais tarde, tem elevadas concentrações deste composto.

4 – Promove a saúde ocular. 
Um estudo desenvolvido na Islândia descobriu que os apreciadores de vinho, que ingeriam a bebida de forma moderada, tinham menos 32% de hipóteses de desenvolver cataratas do que os que não bebiam vinho tinto.

5 – Reduz o risco de cancro. 
Uma proteína na pele da uva pode ajudar a destruir as células cancerígenas, reportam investigadores da Universidade de Virginia. O resveratrol ajuda a bloquear o desenvolvimento de uma proteína que ‘alimenta’ as células cancerosas.

6 – Melhora a saúde dentária
Pesquisas recentes, de acordo com a Time, concluíram que os antioxidantes presentes no vinho podem atenuar o crescimento de bactérias da boca e potencialmente prevenir cáries. Para provar a sua teoria, os investigadores trataram um conjunto de bactérias responsáveis por doenças dentárias com diversos líquidos, verificando que o vinho tinto era o mais eficaz na sua erradicação.

7 – Ajuda a reduzir o colesterol. 
Algumas variedades de vinho poderão ajudar a baixar o colesterol. Participantes saudáveis a quem foi dado um suplemento de uma substância encontrada no vinho viram o seu nível de ‘mau colesterol’ baixar 9%. Os que já tinham uma elevada taxa registaram uma queda de 12%.

8 – Ajuda a defender-se da gripe comum
Graças aos antioxidantes presentes no vinho, investigadores descobriram que as pessoas que bebiam mais de 14 copos deste líquido por semana tinha menos 40% de probabilidade de contrair o vírus da gripe.
(Retirado da Internet)


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

E ... viva o vinho!


 A uma refeição sem vinho, chama-se: "Pequeno-almoço".

O Vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele.

As pessoas dizem que beber leite torna-nos mais fortes.
Beba 5 copos de leite e tente mover uma parede!
Não consegue?
Agora beba 5 copos de vinho.

A parede move-se logo sozinha!

O segredo para apreciar um bom vinho:
1. Abra a garrafa para
    permitir que ela respire.

2. Se lhe parecer que ela
    não está a respirar, 
faça
    respiração "boca-a-boca".


Se um copo de vinho é bom para si...
Imagine só o bem que lhe faria uma garrafa inteira!
 

Um dia destes alguém me disse que eu podia fazer
cubos de gelo, com restos [sobras] de vinho. Eu fiquei confuso... o que são restos?

O Vinho é a prova de que Deus nos ama, e de que
gosta de nos ver felizes!
 
No Vinho há Sabedoria
Na Cerveja há liberdade
Na Água há bactérias.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CRÓNICA EM TEMPO DE FÉRIAS

A palavra férias provém do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum', que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por determinação religiosa. Era assim num passado bem distante, mas na atualidade é a lei que estabelece o tempo de férias.

De país para país, o período de férias pode variar, em função de legislação própria, como é o caso, por exemplo, dos trabalhadores franceses e dos austríacos terem direito a 5 semanas e os sul-coreanos terem direito só a 10 dias de férias.

As férias são um direito que visa possibilitar a recuperação física e psíquica dos trabalhadores e a assegurar-lhes condições mínimas de disponibilidade pessoal, de integração na vida familiar e de participação social e cultural. É assim que o legislador português encara as férias.

Estamos no tempo das férias e, até mesmo os que as não têm, se colocam no “modo de férias”, porque se interiorizou que as férias são um poder de quase todos.
Férias são um poder que, para a maioria, se transformou em hábito adquirido e definitivo. Tanto assim é que, os que vivem o ano todo em “modo de férias”, chegado o Verão, exigem que esse seu poder individual e indelegável, que são as férias, se transforme num direito, definitivo e efetivo. E, se até esses vivem “religiosamente” as férias como um direito, no pensamento de muitas pessoas e famílias, férias são no Verão, com praia, sol, descanso, vida fácil, vivendo no “modo de domingo” (isto é, sem dever nenhum e sem fazer quase nada) e no “modo de ócio e prazer”.
Porém, não nos podemos esquecer que há férias e férias, há vidas e vidas, que há trabalhos e empregos, famílias e famílias, rendimentos disponíveis e indisponíveis, direitos e deveres, para além da diversidade de responsabilidades e compromissos. E tudo isso condiciona, mais ou menos, as férias de todos.
Todas estas considerações vieram ao meu pensamento a propósito do tempo em que vivemos e no qual nos devemos questionar sobre se as férias, para os adultos e para os mais pequenos, nos tempos que vão correndo, devem continuar a ser o que foram durante décadas ou se, com o passar do tempo, se transformaram num vício e não num direito.
Há ainda muitos que vão podendo fazer férias, fiéis à tradição. Com a família nuclear mais próxima presente, na praia, com calor e com a simplicidade exclusiva de uma gastronomia de grelhados em casa no recato familiar. Não sei se isto faz parte da maioria ou da minoria dos que protagonizam as férias, na categoria de um poder de tipo exclusivo de nada fazer e de com nada se preocupar.

No meu caso pessoal confesso que, por muito que me esforce, não sou capaz de viver no ócio e no prazer a 100%. De desligar do mundo, dos problemas, dos compromissos, das responsabilidades assumidas e do que existe por fazer, mesmo de férias. Será, possivelmente, um defeito meu. Mas, felizmente, estou certo que não sou o único.

Para outros poderem viver as férias, alguém tem de se preocupar minimamente com o que tem de ser feito no tempo de férias, ou fora delas.

Em tempo de férias, a família e a cultura familiar devem ser, se possível ainda mais, sustentadas na base da verdade e do reconhecimento de tudo aquilo que têm sido ao longo de todo o ano. Este reconhecimento, deve ser efetuado mutuamente, a fim de que as boas palavras e ações não se erradiquem, mesmo em momentos de relaxamento

O tempo de férias, é também o momento ideal para lermos algo que nos faça bem. Algo que faça evoluir os nossos pensamentos e as nossas ideias e que, acima de tudo, fortaleça os nossos conhecimentos e exercite a nossa inteligência, para que nos possamos sentir mais realizados. É também importante que nas férias possamos vivenciar bons momentos, bons sorrisos, boas palavras, simpatia no olhar e o impulso da motivação e força de viver e de sermos felizes.
É assim que, na minha opinião, devemos encarar e viver este tempo de férias.
Boas férias para todos!
Vasco Lopes da Gama