domingo, 2 de novembro de 2014

Oito razões para beber vinho tinto.


É um facto demonstrado por vários estudos: o vinho tinto, tomado de forma moderada, faz bem à saúde. A "Time" decidiu compilar, de uma vez por todas, todos os benefícios que se podem encontrar na ingestão desta bebida. 

Saiba quais são as oito razões elencadas pela reputada publicação.

Beber um copo de vinho é uma boa maneira de terminar um cansativo dia de trabalho, se ingerido sem exageros. Mas, se é bom para nos ajudar a descontrair, também é sabido que nos faz bem à saúde. A revista "Time" decidiu compilar os benefícios da ingestão moderada deste líquido para homens (2 copos) e mulheres (1 copo).

1 – Promove a longevidade.
Investigadores da Harvard Medical School confirmaram que o resveratrol, um componente encontrado na pele das uvas negras, estimula a produção de uma proteína que tem benefícios anti envelhecimento.

2 – Melhora as capacidades de memorização. 
Novamente o resveratrol. Um estudo concluiu que as pessoas que ingeriam um suplemento desta substância evidenciavam mais capacidades para reter novas palavras e tinham melhor desempenho do hipocampo, parte do cérebro que está associada à formação de novas memórias, aprendizagens e emoções.

3 – Reduz o risco de doenças cardíacas. 
Um estudo de 2007 sugere que procyanidins, um composto encontrado no vinho tinto, ajuda a promover a saúde cardiovascular. O vinho produzido no sul de França e Sardenha, onde as pessoas tendem a viver até mais tarde, tem elevadas concentrações deste composto.

4 – Promove a saúde ocular. 
Um estudo desenvolvido na Islândia descobriu que os apreciadores de vinho, que ingeriam a bebida de forma moderada, tinham menos 32% de hipóteses de desenvolver cataratas do que os que não bebiam vinho tinto.

5 – Reduz o risco de cancro. 
Uma proteína na pele da uva pode ajudar a destruir as células cancerígenas, reportam investigadores da Universidade de Virginia. O resveratrol ajuda a bloquear o desenvolvimento de uma proteína que ‘alimenta’ as células cancerosas.

6 – Melhora a saúde dentária
Pesquisas recentes, de acordo com a Time, concluíram que os antioxidantes presentes no vinho podem atenuar o crescimento de bactérias da boca e potencialmente prevenir cáries. Para provar a sua teoria, os investigadores trataram um conjunto de bactérias responsáveis por doenças dentárias com diversos líquidos, verificando que o vinho tinto era o mais eficaz na sua erradicação.

7 – Ajuda a reduzir o colesterol. 
Algumas variedades de vinho poderão ajudar a baixar o colesterol. Participantes saudáveis a quem foi dado um suplemento de uma substância encontrada no vinho viram o seu nível de ‘mau colesterol’ baixar 9%. Os que já tinham uma elevada taxa registaram uma queda de 12%.

8 – Ajuda a defender-se da gripe comum
Graças aos antioxidantes presentes no vinho, investigadores descobriram que as pessoas que bebiam mais de 14 copos deste líquido por semana tinha menos 40% de probabilidade de contrair o vírus da gripe.
(Retirado da Internet)


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

E ... viva o vinho!


 A uma refeição sem vinho, chama-se: "Pequeno-almoço".

O Vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele.

As pessoas dizem que beber leite torna-nos mais fortes.
Beba 5 copos de leite e tente mover uma parede!
Não consegue?
Agora beba 5 copos de vinho.

A parede move-se logo sozinha!

O segredo para apreciar um bom vinho:
1. Abra a garrafa para
    permitir que ela respire.

2. Se lhe parecer que ela
    não está a respirar, 
faça
    respiração "boca-a-boca".


Se um copo de vinho é bom para si...
Imagine só o bem que lhe faria uma garrafa inteira!
 

Um dia destes alguém me disse que eu podia fazer
cubos de gelo, com restos [sobras] de vinho. Eu fiquei confuso... o que são restos?

O Vinho é a prova de que Deus nos ama, e de que
gosta de nos ver felizes!
 
No Vinho há Sabedoria
Na Cerveja há liberdade
Na Água há bactérias.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CRÓNICA EM TEMPO DE FÉRIAS

A palavra férias provém do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum', que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por determinação religiosa. Era assim num passado bem distante, mas na atualidade é a lei que estabelece o tempo de férias.

De país para país, o período de férias pode variar, em função de legislação própria, como é o caso, por exemplo, dos trabalhadores franceses e dos austríacos terem direito a 5 semanas e os sul-coreanos terem direito só a 10 dias de férias.

As férias são um direito que visa possibilitar a recuperação física e psíquica dos trabalhadores e a assegurar-lhes condições mínimas de disponibilidade pessoal, de integração na vida familiar e de participação social e cultural. É assim que o legislador português encara as férias.

Estamos no tempo das férias e, até mesmo os que as não têm, se colocam no “modo de férias”, porque se interiorizou que as férias são um poder de quase todos.
Férias são um poder que, para a maioria, se transformou em hábito adquirido e definitivo. Tanto assim é que, os que vivem o ano todo em “modo de férias”, chegado o Verão, exigem que esse seu poder individual e indelegável, que são as férias, se transforme num direito, definitivo e efetivo. E, se até esses vivem “religiosamente” as férias como um direito, no pensamento de muitas pessoas e famílias, férias são no Verão, com praia, sol, descanso, vida fácil, vivendo no “modo de domingo” (isto é, sem dever nenhum e sem fazer quase nada) e no “modo de ócio e prazer”.
Porém, não nos podemos esquecer que há férias e férias, há vidas e vidas, que há trabalhos e empregos, famílias e famílias, rendimentos disponíveis e indisponíveis, direitos e deveres, para além da diversidade de responsabilidades e compromissos. E tudo isso condiciona, mais ou menos, as férias de todos.
Todas estas considerações vieram ao meu pensamento a propósito do tempo em que vivemos e no qual nos devemos questionar sobre se as férias, para os adultos e para os mais pequenos, nos tempos que vão correndo, devem continuar a ser o que foram durante décadas ou se, com o passar do tempo, se transformaram num vício e não num direito.
Há ainda muitos que vão podendo fazer férias, fiéis à tradição. Com a família nuclear mais próxima presente, na praia, com calor e com a simplicidade exclusiva de uma gastronomia de grelhados em casa no recato familiar. Não sei se isto faz parte da maioria ou da minoria dos que protagonizam as férias, na categoria de um poder de tipo exclusivo de nada fazer e de com nada se preocupar.

No meu caso pessoal confesso que, por muito que me esforce, não sou capaz de viver no ócio e no prazer a 100%. De desligar do mundo, dos problemas, dos compromissos, das responsabilidades assumidas e do que existe por fazer, mesmo de férias. Será, possivelmente, um defeito meu. Mas, felizmente, estou certo que não sou o único.

Para outros poderem viver as férias, alguém tem de se preocupar minimamente com o que tem de ser feito no tempo de férias, ou fora delas.

Em tempo de férias, a família e a cultura familiar devem ser, se possível ainda mais, sustentadas na base da verdade e do reconhecimento de tudo aquilo que têm sido ao longo de todo o ano. Este reconhecimento, deve ser efetuado mutuamente, a fim de que as boas palavras e ações não se erradiquem, mesmo em momentos de relaxamento

O tempo de férias, é também o momento ideal para lermos algo que nos faça bem. Algo que faça evoluir os nossos pensamentos e as nossas ideias e que, acima de tudo, fortaleça os nossos conhecimentos e exercite a nossa inteligência, para que nos possamos sentir mais realizados. É também importante que nas férias possamos vivenciar bons momentos, bons sorrisos, boas palavras, simpatia no olhar e o impulso da motivação e força de viver e de sermos felizes.
É assim que, na minha opinião, devemos encarar e viver este tempo de férias.
Boas férias para todos!
Vasco Lopes da Gama

terça-feira, 27 de maio de 2014

A "FAMÍLIA DA ASO" EM PASSEIO POR TERRAS MINHOTAS

A Associação Sénior de Odivelas (ASO) promoveu, nos dias 17 e 18 de maio, o Passeio "Encanto do Minho" a Viana do Castelo e à Quinta de Satoinho, com passagem pelo Porto, visita às caves do vinho do Porto “Caves Ferreira” (em Gaia) e por Braga,  com a participação de 104 associados.

Este Passeio, mais do que proporcionar visitas a locais emblemáticos de Portugal teve em vista procurar proporcionar a todos os seus participantes, um fim de semana, em ambiente de confraternização e de convívio no seio da "Família da ASO", numa jornada para descontrair e cimentar a nossa amizade.
A primeira etapa do nosso passeio levou-nos de Odivelas até ao Porto. Chegados à "Invicta" dirigimo-nos de imediato para a zona da Ribeira, onde iriamos almoçar. O Restaurante "Chez Lapin" já estava à nossa espera. Numa sala reservada para o nosso grupo começou de imediato a ser servido o nosso almoço.
Terminado o almoço dirigimo-nos, num pequeno percurso a pé, até ao Palácio da Bolsa, ou Palácio da Associação Comercial do Porto, onde tínhamos agendada uma visita guiada.
Com uma mistura de estilos arquitetónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitetura toscana, assim como o neopaladiano inglês. O Salão Árabe detém o maior destaque de todas as salas do palácio devido, como o nome indica, a estuques do século XIX legendados a ouro com carateres arábicos que preenchem as paredes e o teto da sala. É neste salão que têm lugar as homenagens a chefes de estado que visitam a cidade. Na Sala dos Retratos encontra-se uma famosa mesa do entalhador Zeferino José Pinto, que levou três anos a ser construída, revelando-se um "exemplar altamente qualificado em todas as exposições internacionais a que concorreu". O Palácio da Bolsa, sede da Associação Comercial do Porto, serve presentemente para os mais diversos eventos culturais, sociais e políticos da cidade do Porto.
Após a visita do Palácio da Bolsa seguimos viagem até às Caves Ferreira, em Gaia, onde tivemos uma visita guiada a estas prestigiadas caves de Vinho do Porto, com degustação no final da visita. Durante a visita foi-nos explicado todo o processo de fabrico e armazenamento de um dos mais famosos vinhos do mundo, para além da revelação de alguns "segredos" da mais antiga região demarcada de vinho a nível mundial.
De seguida prosseguimos a nossa viagem pela A28 em direcção a Viana do Castelo, cidade também conhecida como "Princesa do Minho", tendo-nos dirigido de imediato para o Hotel "Flôr de Sal". A distribuição dos quartos processou-se com relativa rapidez, dando tempo a que se pudesse descansar um pouco e que tivessemos oportunidade de apreciar o jardim do hotel e a vista do mar.
Cerca das 19H45, partimos para a Quinta do Santoinho. A Quinta do Santoinho tem-se tornado num local de atração e referência turística do Minho. Santoinho é também hoje um importante meio de divulgação da cultura minhota, através da exposição permanente de uma variada coleção de alfaias e utensílios do campo, de lagares, pias e figuras em granito, de espigueiros originários de todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo, uma adega regional e ainda de antigas viaturas de transporte, tais como:  autocarros, automóveis, uma locomotiva do século XIX, carruagens de 1ª e de 2.ª classe do Caminho de Ferro, um coche do século XVII, carros de bois e de cavalos.
Nesta passagem por  "Santoinho" foi possível revivermos um pouco a cultura tradicional da vida do campo, com as músicas e danças folclóricas, na companhia dos petiscos à base de sardinhas e frango assado, fêveras grelhadas na brasa e broa, regados pelo vinho verde da região e o conhecido champorreão, culminando com um aconchegante caldo verde.
A decoração do local está pensada ao pormenor, onde as peças fazem salientar a festa popular. Além das bandeirolas coloridas que circundam os palcos privilegiados do arraial, estão dispostas pelas paredes várias exposições de peças, utensílios e ferramentas que contam, por si só, toda a história do mundo rural minhoto.
A noite estava agradável e, apesar dum dia inteiro de viagem, ainda tínhamos genica para dançar umas “modas”, cantarmos, fazermos uns "comboios" e participarmos no arraial. Mas, quase sem darmos por isso, o tempo ia passando e as vinte e três horas chegaram rapidamente. Estávamos na altura de termos de dizer adeus àquele espaço e de procurarmos, como que num piscar de olhos, registar e guardar todos os bons momentos que ali vivemos. O regresso a Viana do Castelo foi rápido e em poucos minutos estávamos a chegar ao hotel e aos nossos quartos para um merecido descanso, depois dum longo dia de viagem e de emoções.
O domingo amanheceu bonito. O céu limpo e o sol indiciavam um dia agradável para a continuação do nosso passeio por terras minhotas.
Após o pequeno almoço partimos para o  Monte de Santa Luzia. É um verdadeiro ex-libris de Viana do Castelo e considerado um dos mais belos miradouros do Mundo, possibilitando uma vista única sobre o estuário do Lima, a cidade e o mar. A basílica, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, é uma obra de inícios do século XX, uma réplica do "Sacré Coeur" de Paris e um importante local de culto. Próximo deste local situa-se a Citânia, classificada monumento nacional e um dos mais importantes castros do Noroeste Peninsular.
Depois de se terem tirado umas fotografias, para mais tarde recordar a passagem pelo Monte de Santa Luzia, voltámos a Viana do Castelo e, durante o resto da manhã, pudemos passear a pé pela cidade e apreciar o seu centro histórico, a arquitetura dos seus edifícios e as suas belas ruas.
Depois regressámos ao Hotel "Flôr de Sal" onde, pelas 13H00, estava marcado o nosso almoço "tipo buffet".
Terminado o almoço deixámos Viana do Castelo e iniciámos o percurso de regresso. Como estava programado seguimos em direcção a Braga, ou Bracara Augusta, como os romanos a baptizaram, que foi fundada pelos Celtas em 300 a.C..
Braga é também conhecida como a "Roma Portuguesa" ou a "Cidade dos Arcebispos", pela sua concentração de arquitetura religiosa e por ter dois arcebispos. Braga é provavelmente o maior centro religioso do país, conhecida pelas suas igrejas barrocas, pelas esplêndidas casas do século XVIII e pelos elaborados jardins e parques.
Braga é uma cidade com 150 mil habitantes e é, cada vez mais, uma cidade agradável e voltada para o futuro.
Como é evidente Braga tem muito para ser visto e devidamente apreciado pelo visitante e que não pudemos ver no curto espaço de tempo de que dispusemos. No entanto, alguns de nós procurámos dar um passeio pela cidade aproveitando para visitar a Sé Catedral, a mais antiga de Portugal, construída por D. Henrique e D. Teresa, tendo-se também passado pelo Largo do Paço, no passado Palácio dos Arcebispos, onde, atualmente, está a Reitoria da Universidade do Minho.
Entretanto, o tempo da nossa permanência em Braga estava a terminar. Com o grupo todo reunido, deixámos a cidade de Braga e partimos em direcção a Odivelas, tendo havido ainda a necessidade de, no percurso, se efetuar uma paragem técnica na Área de Serviço de Pombal, aproveitada pela maioria dos colegas para tomarem uma ligeira refeição.
Depois desta paragem técnica iniciámos, cerca das 21H00, a última etapa dum regresso calmo a Odivelas.
A terminar esta nota de reportagem queremos agradecer a todos os participantes neste passeio os momentos de franca e sã confraternização que todos pudemos desfrutar, bem como pela amizade, companheirismo e contagiante jovialidade e alegria, que acompanhou todo o nosso grupo durante este passeio.
As últimas palavras são para a nossa Presidente, expressando-lhe aqui um sincero agradecimento pela forma como, desde a primeira hora, apoiou a iniciativa deste Passeio da ASO, tendo feito questão de estar presente e de nos acompanhar neste fim de semana.
Vasco Lopes da Gama

sábado, 24 de maio de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

"Sonhar Acordado" – Sonhos, quem os não tem?

Vamos analisar o significado de “sonhar”.

Das várias interpretações vamos deter-nos em “sonhar acordado”. Encontrei então: pôr na imaginação, pensar constantemente em alguém ou em alguma coisa, ter uma ideia fixa, adivinhar, fazer ideia, imaginar, prever, supor, suspeitar. 

Ao pôr na imaginação uma ideia fixa, não é nada mais do que desejar que alguma coisa aconteça e se realize. Quando desejamos, imaginamos e, ao imaginar, estamos a projetar o que queremos ver realizado.

Assim, haverá alguém “que não tenha sonhos”? A mim custa-me imaginar que existam pessoas que não tenham sonhos para realizar. Se existem estas pessoas, elas pararam e estagnaram no tempo – deixaram de ter vida e/ou perspetiva dela.

Mas, para que possamos realizar os nossos sonhos, é recomendável que comecemos a pensar em hierarquizar as nossas prioridades dado que, quase sempre, nos irão surgir algumas dificuldades que teremos de vencer.

No entanto, devemos ter sempre bem presente os “sonhos que pretendemos ver realizados”, para além de estarmos bem conscientes de que eles dependerão principalmente do nosso esforço, muito embora possamos vir a poder contar com a eventual intervenção e participação de outros.

A vontade de realizar alguma coisa, é o que nos impulsiona a viver. Ter um objetivo, um sonho, faz com que acordemos todos os dias com uma finalidade, que nos impulsiona para irmos atrás dela, ou à procura dela.

Trabalhar nem sempre é o que mais gostamos, mas somente assim, podemos chegar perto de realizar, nem sempre o “sonho de nossas vidas”, mas as pequenas coisas que nos podem fazer felizes. No fim de semana, uma festa pode dar-nos a motivação para uma melhor semana de trabalho, ou começarmos a sonhar com alguma coisa que gostaríamos de poder comprar, ou fazer. O que importa é sonhar. Na grande maioria das vezes as coisas só se realizam a partir dos nossos sonhos e sonhar não tem preço – sonhar é grátis!

Será que um sonho não realizado, no momento em que gostaríamos que ele acontecesse, se tornará impossível? – Não, na vida nada é impossível, depende de quanto desejamos alguma coisa e de quanto vamos lutar para que esse sonho se possa tornar realidade.

Mesmo nos momentos em que tudo parece indicar que não deu certo, é nessa altura que mais precisamos de sonhar, acreditar, viver, batalhar e ir à luta. – O sonho só acaba quando nós desistimos dele!

Sempre que quisermos e pudermos "sonhemos acordados". Isso é muito saudável e não nos devemos preocupar se alguém nos disser que "sonhamos demais". Na vida, precisamos de dar lugar ao sonho, mesmo que isso não passe apenas de um mero exercício contemplativo.

Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sonhemos, tracemos metas, prioridades e objetivos – corramos riscos para executarmos os nossos sonhos. É melhor errar por tentarmos do que errarmos por omitirmos!

Nunca nos devemos esquecer que, para realizarmos os nossos sonhos, é necessário, em primeiro lugar, tê-los.

Sonhar é necessário e muito importante ─ faz bem à saúde!
Vasco Lopes da Gama

domingo, 13 de abril de 2014

Feliz Páscoa!

Imagem intercalada 1

"A Páscoa é o exemplo vivo do Amor de um homem que se sacrificou pela salvação de toda a Humanidade. A Páscoa simboliza a passagem de um estado de busca para um estado de se sentir completo. A busca dos enamorados pela alma que os completa, a renovação de um estado de solidão para a experiência da comunhão."
                                   
Um fraterno abraço,
Vasco Lopes da Gama

terça-feira, 1 de abril de 2014

Eça de Queirós escreveu em 1872!

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesma baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal".  

(in As Farpas)

Eça de Queirós sempre actual!

“Em Portugal  não há ciência de  governar  nem  há  ciência de organizar oposição”.

“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” 

Autor: Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora” (1867)

sexta-feira, 28 de março de 2014

APROVEITA O CHEIRO DESTAS FLORES.

  
COMO DIZIA NELSON CAVAQUINHO

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
 
    "Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar for a as oportunidades  que temos de ser e de fazer OS outros felizes!!! "
Acredito nisso. Quantas flores são empilhadas num funeral e quantas flores a pessoa recebeu em vida?

 
Prefiro receber uma Rosa e uma palavra amiga de um(a) amigo(a) enquanto estou neste mundo, do que um camião de coroas de flores quando eu me for.

Estas são para ti!!!
 1_product_g_1922.jpgFlores.JPG
 
¨Pare e sinta o perfume das flores¨???

Alegria mantêm-te doce…
Desafios mantêm-te forte…
Tristezas mantém-te humano…
Falhas mantém-te humilde…
Sucesso mantém-te reluzente,

Mas... Somente amigos... 


Rosa Amarela.JPG
 
Obrigado aos meus amigos por serem PARTE DA  MINHA VIDA, independente se é por uma razão, uma estação, só no virtual ou a vida toda.
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Abraço de Natal

Abraço...

É demonstração de afecto
Carinho e muito amor

É saudade e lágrima
Mas também o calor

Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego

Podemos abraçar
Uma causa uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço

Abraçar uma causa

É o que nos faz sentir
Que quem luta acredita
E nunca deve desistir

Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho

Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
É como dizer estou aqui!
Para a toda a eternidade

Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar todos os nós
É fazer um laço de união

Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar... 

Acreditem não dá dor!


(Retirado da Internet)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

SER IDOSO HOJE, SER IDOSO ONTEM

A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção para o aumento do número de pessoas com mais de 60 anos. Em 2050 haverá 2 mil milhões de idosos no mundo, anuncia a "OMS".

A população mundial está a envelhecer rapidamente. Em poucos anos, já haverá no mundo mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças menores de cinco.

Muitas pessoas ainda acreditam que isso só diga respeito aos países ricos e que seja uma preocupação restrita à Europa e ao Japão. Mas isso não é verdade.

Em 2050, haverá 2 mil milhões de pessoas idosas no mundo, e 80% delas viverão em países que atualmente classificamos como emergentes ou em desenvolvimento.

Na verdade, a notícia pode ser considerada boa, pois significa que a expectativa de vida e o bem-estar da população estão a aumentar em termos globais. Entretanto, a idade avançada é, duma maneira geral, vista como um efeito colateral do desenvolvimento sócio-económico.

No passado, sempre se falava no prolongamento da vida por alguns anos. Isso é verdade, e os países estão a conseguir enormes progressos nesse sentido.

Porém, envelhecer não basta, é preciso dar um passo em frente. É preciso preencher os anos adicionais com qualidade de vida. As pessoas de todo o mundo têm o direito de envelhecer com boa saúde.

Em todo o mundo, os idosos morrem hoje das mesmas doenças. As causas de morte e invalidez mais comuns são doenças não infecciosas. O que mais nos preocupa hoje são as doenças cardiovasculares, os acidentes vasculares, a demência e as infecções respiratórias. O tratamento de tais problemas de saúde é geralmente simples e barato.

Muitas das doenças podem ser evitadas por um estilo de vida saudável. Nos países em desenvolvimento morrem quatro vezes mais pessoas das chamadas "doenças do estilo de vida" do que nos países ricos. A razão é a falta de cuidados médicos básicos.

O envelhecimento populacional é um fenómeno novo na humanidade. Devido ao declínio da mortalidade, vacinações sistemáticas, saneamento básico e, principalmente, aos avanços da medicina as pessoas vivem cada vez mais anos. 

Através de todo o mundo, hoje, os velhos são a parcela da população que mais cresce. Por exemplo, no Brasil, em 2050, um em cada quatro brasileiros será idoso.

Hoje é cada vez maior o número de pessoas com 80, 90, 100 anos. E já se fala até de uma "Quarta Idade"!

Com o crescente envelhecimento da população, é preciso repensar o conceito de saúde. Para muitas pessoas, saúde é não estar doente, porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) define-a de uma forma mais ampla: "saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doença". Pensando em mobilizar toda a sociedade para promoção da saúde, a OMS produziu o documento "Envelhecimento Saudável", onde aborda medidas para promover um envelhecimento ativo e saudável buscando uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

Mas o que é um idoso saudável? É uma pessoa que não possui doença? Não. É aquele que consegue manter a sua autonomia (capacidade de gerir a própria vida e de tomar decisões) e sua independência (capacidade de realizar atividades sem ajuda).

O equilíbrio entre saúde física e mental, independência nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais, integração social e o suporte familiar relacionam-se com o bem-estar na terceira idade.

O envelhecimento ativo e saudável busca oferecer qualidade de vida através da alimentação adequada e balanceada, prática regular de exercício físico, convivência social, busca de atividades que dêem prazer, que diminuam o stress, que reduzam os efeitos decorrentes do consumo de álcool e tabaco, assim como da automedicação.

A população ainda possui uma antiga visão sobre os idosos que precisa ser modificada. O idoso dos dias de hoje já não é uma pessoa frágil, incapaz e dependente. Ele é cada vez mais participativo na vida social, merecendo todas as oportunidades de viver bem e com saúde. Manter o idoso ativo e saudável é um grande desafio que depende do próprio, das diretivas políticas e governamentais e de toda a sociedade. 

É neste contexto que se deve equacionar a questão “o idoso de ontem e o idoso de hoje”.

Envelhecer é ficar mais velho, ser mais experiente, amadurecer.

Duma maneira geral a um idoso compete ser experiente perante a sociedade, ser o mais velho muitas vezes, é também ser amadurecido. Porém o amadurecer do idoso nos dias de hoje pode ser muito diferente  daquele amadurecer de antigamente, mais ainda quando se analisa as diferenças no âmbito da atividade física.

Para compreender a diferença entre a vida do idoso ontem e hoje é necessário entender que os idosos de hoje estão em maior evidência que os idosos de ontem. Nos dias de hoje, os idosos são fruto de pesquisas, elaboração de produtos especiais só para eles, criação de programas especiais em todas as formas de marketing comercial e cada vez mais na medicina se buscam formas de encontrar - a fórmula da longevidade. 

A saída das zonas rurais para os grandes centros trouxe grande diferença entre os novos idosos e os velhos idosos. Os idosos de antigamente tinham uma vida no campo regrada por um contexto de trabalho árduo, um convívio mais próximo das atividades com a terra, longas caminhadas, desportos que não lhes ofereciam muita segurança quanto a lesões, nadar em rios, pescar, entre outras atividades. Isto leva-nos a pensar que tais atividades são boas, naturais e que proporcionam uma vida saudável!

Mas em relação à população de antigamente, vemos que esta não teve uma vida tão longa como encontramos nos dias de hoje e a qualidade de vida não era tão plena como a que há atualmente.

Os idosos hoje vivem mais, isso é um facto. Os avanços tecnológicos e médicos, o aumento dos profissionais de saúde e das atividades comerciais de saúde viradas para a terceira idade são alguns fatores que colaboram para o aumento da longevidade dos idosos.

Os avanços médicos são importantes, pois quanto mais a medicina avança, melhores serão os tratamentos para evitar as doenças e assim amenizar os efeitos do envelhecimento.

Os idosos de antigamente tiveram a sua época e vivências comuns ao seu tempo. As suas práticas físicas eram mais naturais, porém os meios que estes utilizavam, muitas vezes, comprometiam o seu corpo e a longevidade passava distante da que temos hoje. Assim, é espectável que a evolução continue e, por meio de práticas saudáveis, possamos vir a ter pessoas com maior longevidade e, possivelmente, chegarem até aos 150 anos.

Hoje aprendemos que a palavra “idoso” não é sinónimo de luto, de tristeza, de solidão e de limitações físicas.

O idoso hoje em dia deve procurar ter um "envelhecimento ativo". Uma forma, entre outras, do idoso se poder manter ativo é optar por procurar envolver-se num compromisso de co-responsabilização social desenvolvendo atividades, por exemplo, na área do voluntariado, procurando contribuir para a felicidade dos outros, ou de alguém. Todos nós devemos ser capazes de contribuir para o bem da humanidade e, desta forma, mudar o mundo.

Uma outra hipótese que se oferece aos idosos aposentados interessados é ​​a oportunidade de poderem transmitir as suas experiências profissionais e conhecimentos para outros, tanto no nosso país como no estrangeiro, trabalhando de forma voluntária como ”Especialista Sénior”, ajudando a formar  os trabalhadores especializados e o pessoal de gestão. Duma maneira geral, o desenvolvimento da atividade destes “Especialistas Seniores”, deverá ser, principalmente, direcionada para apoiar pequenas e médias empresas, instituições públicas, autarquias, estabelecimentos de ensino e organizações.

Por tudo o que foi dito estamos perante uma geração de pessoas que, por incrível que pareça, jamais se deixarão envelhecer. Ainda hoje não deixam de se enamorar, abraçar, experimentar, dançar, cantar, transmitir conhecimentos e vivências. Ousam ficar bonitos. Não se entregam à saudade. Não dão fôlego à solidão. Uma suave energia se restaura, com a sua cumplicidade ao longo dos anos, fruto de uma convivência que faz mais digna a vida. O prazer de dividir. O fortalecimento nas dificuldades. A emoção dos momentos felizes. O respeito à individualidade. O abraço dos amigos. A admiração mútua.  A sagrada família. Os adoráveis filhos. A magia encantadora dos netos.

Quem de nós não guarda, como num relicário, todas estas coisas que tocam nossa vida?

Idosa é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência - sendo uma porta entre o passado e o futuro e é no presente que os dois se encontram.

Enquanto o idoso tem os seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e a esperança se ilumina, o velho tem a sua miopia voltada para os tempos que passaram.

O idoso tem planos, o velho tem saudades.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperança. Para ele o tempo passa rápido e a velhice nunca chega.

Em suma, o idoso e o velho são duas pessoas que até podem ter, no registo civil, a mesma idade cronológica, mas o que têm são idades diferentes no coração!
Vasco Lopes da Gama

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cinco Quadras do António Aleixo

"Só os burros estão dispostos a sofrer sem protestar! ", in António Aleixo
Estátua de António Aleixo
   
   Sempre actual, este senhor!
  
   Acho uma moral ruim
    trazer o vulgo enganado:
    mandarem fazer assim
    e eles fazerem assado.

    Sou um dos membros malditos
    dessa falsa sociedade
    que, baseada nos mitos,
    pode roubar à vontade.

    Esses por quem não te interessas
    produzem quanto consomes:
    v
ivem das tuas promessas
    ganhando o pão que tu comes.

                                                                  
                                             Não me dêem mais desgostos
                                                                  porque sei raciocinar...
                                                                  Só os burros estão dispostos
                                                                  a sofrer sem protestar!

                                                                  Esta mascarada enorme
                                                                  com que o mundo nos aldraba,
                                                                  dura enquanto o povo dorme,
                                                                  quando ele acordar, acaba.

      António Aleixo

sábado, 2 de novembro de 2013

O costume do Magusto

O costume do Magusto começava tradicionalmente no Dia de Todos-os-Santos. A sua comemoração coincide com a chegada do Outono. É um ritual de origem religiosa - o dia do Santo Bispo de Tours - França (São Martinho). 

De facto, o Magusto, é uma festa popular onde a castanha é a rainha da celebração. Historicamente está associado à abertura e prova do vinho que foi feito em Setembro. A água pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retirava o pouco de mosto que aí se mantinha. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionando-lhe álcool. Daí o ditado popular - "no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho". 

Em Portugal, o Outono e a chegada do tempo frio são comemorados no dia 11 de Novembro - Dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, assam-se castanhas, bebe-se vinho novo e água pé. Familiares e amigos reúnem-se à volta de uma fogueira ao ar livre, onde se assam as castanhas. Cantigas, conversas e brincadeiras são a nota dominante da reunião.

Com o São Martinho e com o Magusto celebra-se também a aproximação da época natalícia e, mais uma vez, a sabedoria popular criou mais um esclarecedor ditado - "dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!".

Vasco Lopes da Gama