domingo, 18 de março de 2012

O Lápis


O menino observava seu avô, escrevendo num
caderno, e perguntou:

-”Avô, está a escrever alguma coisa sobre mim?”

O avô respondeu:

-“Sim, estou escrevendo alguma coisa sobre ti”, mas
mais  importante  do  que  as  palavras  que  estou  a
escrever é este  lápis que estou a usar.  Espero  que
sejas como ele, quando cresceres.”

O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de
especial, 
intrigado, comentou:

-“Mas este lápis é igual a todos os que já vi. 
 O que ele tem de tão especial?”

Disse-lhe então o avô:

-”Bem, depende do modo como o olhas. Há cinco qualidades nele
que, se conseguires vivê-las, serás uma pessoa de bem e em paz
com o mundo."


Primeira qualidade:

Assim como o lápis,  podes fazer coisas grandiosas,  mas nunca
te esqueças de que existe uma “mão” que guia os teus passos, e
que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.

Segunda qualidade:
 
Assim como o lápis, de vez em quando vais ter que
parar o que estás 
a escrever, e usar um “afiador”.

Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no
final, ele torna-se mais afiado.

Portanto, sabe suportar as adversidades da vida,
porque elas farão de ti uma pessoa mais forte e melhor.

Terceira qualidade:

Assim como o lápis,  permite que se apague o que está errado,  deves entender
que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo
importante para nos trazer de volta ao caminho certo.

Quarta qualidade:

Assim  como  no  lápis,  o  que  realmente  importa  não  é  a  madeira  ou  sua  forma
exterior,  mas  a  grafite  que  está  dentro  dele. Portanto,  cuida  sempre  daquilo  que
acontece dentro de ti. O teu caráter será sempre mais importante que a tua aparência.

Finalmente, a quinta qualidade do lápis:

Ele deixa sempre uma marca.

Da  mesma  maneira,  deverás  saber  que  tudo  o que  fizeres  na  vida  deixará  traços
e marcas na vida dos outros, portanto, procura ser consciente em cada ação, deixando
um legado que possa marcar positivamente a vida das pessoas.

Afinal, nós só temos uma vida ─ esta!

E um só momento ─  o dia de hoje!

(Autor desconhecido)

sábado, 17 de março de 2012

Oração de São Francisco de Assis a Deus

Deus,
Passei tanto tempo te procurando
Não sabia onde estavas, olhava para o infinito, não te via
E pensava comigo mesmo, será que tu existes?
Não me contentava na busca e prosseguia,
Tentava te encontrar nas religiões e nos templos
Tu também não estavas,
Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não te encontrei,
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença te ofendi,
E no tropeço caí,
E na queda senti-me fraco
Fraco procurei socorro
No socorro encontrei amigos
Nos amigos encontrei carinho
No carinho eu vi nascer o amor
Com amor eu vi um mundo novo,
E no mundo novo resolvi doar
Doando alguma coisa muito recebi
E em recebendo senti-me feliz
E ao ser feliz, encontrei a paz
E tendo a paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é que tu estavas
E sem procurar-te.

São Francisco de Assis

sexta-feira, 16 de março de 2012

O MEU CAMINHO PARA ESTA QUARESMA…


Jejuarei de julgar os outros
Descobrirei Cristo que vive neles.

Direi frases que curam
Jejuarei de palavras que ferem.

Jejuarei do egoísmo
Viverei na gratuidade.

Jejuarei da inquietude
Procurarei viver com paciência.

Jejuarei do pessimismo
Encher-me-ei de esperança.

Jejuarei de preocupações
Confiarei mais em Deus.

Jejuarei da amargura
Praticarei o perdão.

Jejuarei da angústia
Rezarei com mais frequência.

Jejuarei das queixas
Darei graças a Deus pela maravilha da minha vida.

Jejuarei da importância que dou a mim mesmo
Serei compassivo com os outros.

Jejuarei da preocupação com as minhas coisas
Comprometer-me-ei com o anúncio do Reino.

Jejuarei do pessimismo e desalento
Encher-me-ei do entusiasmo da fé.

Jejuarei de tudo aquilo que me separa de Jesus
Tentarei viver mais perto d’Ele.

UMA FELIZ QUARESMA PARA TODOS!

domingo, 4 de março de 2012

Ser Feliz…


Ser feliz não tem idade
O homem procura ser feliz... Quer ser um "ser" feliz...

A felicidade pode ter incontáveis significados, conforme as expectativas - materiais, emocionais ou metafísicas - de cada um.

No entanto, a verdadeira felicidade é aquela que contém como substrato a paz interior, a consciência tranquila de quem saboreia o prazer da prática do Amor e do Bem.

Ser feliz é uma benção nas nossas vidas. É ser alegre, mesmo se tiver de chorar. É viver intensamente, ainda que esteja na cama de um hospital. É sentir-se jovem, mesmo com os cabelos brancos. É transformar os erros em lições de vida. É encontrar motivos para sorrir todos os dias. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida.

Ser feliz, não significa a realização de todos os nossos sonhos...Significa, isso sim, aceitar a vida tal como ela se nos apresenta, tendo consciência de que se é capaz de a viver da melhor maneira possível. É procurar ser, em cada dia, uma pessoa melhor.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise com que nos deparamos.

Ser feliz é fazer “seres” felizes  
Ser feliz é uma atitude de vida, uma maneira de encarar, cada dia que recebemos, como um lindo presente de Deus. É não se esquecer de agradecer a Deus, a cada manhã, pelo milagre da vida que se renova.

Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas, mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz é saber usar as pedras nas quais tropeçamos, no dia a dia, para reforçar as bases da paciência e da tolerância. Não é apenas encantarmo-nos com aplausos e elogios, mas sabermos encontrar uma alegria perene no anonimato.

Sermos felizes é termos força para sermos firmes, mas termos também a coragem para sermos gentis.

Dispor da arte de transformar as adversidades que a vida nos apresenta, em possibilidades de felicidade, é uma opção de quem quer ser feliz.

Ser-se feliz é amar a Deus e ao próximo. Mas, acima de tudo, ter em mente que ser feliz é manter o coração tão pleno de amor que não fique espaço para o mal.

Enfim... Ser feliz é fazer “seres” felizes!

Vasco Lopes da Gama

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Poema aos homens constipados

Sátira aos HOMENS quando estão com gripe. É forte mas está engraçado......

(António Lobo Antunes)
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
 
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças

Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,

Pousa o Jesus no cobertor. 
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
Autor: António Lobo Antunes

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Vida é...

Não raras vezes se nos coloca a questão  "O que é a Vida?".  Esta  é  uma  pergunta  que  não permite respostas simples, pois não se pode definir a Vida por um único critério.

A Vida é, sem dúvida, um conceito muito amplo e, por isso mesmo, admite diversas definições.

A Vida é um conjunto de emoções e sentimentos, às vezes bons e, às vezes maus. A Vida é como um relevo, com altos e baixos. Nos momentos altos, temos a alegria e até o orgulho em nós próprios mas, nos momentos baixos, temos a impressão de que o mundo está a desabar sobre nós como uma avalanche que nos esmaga. Daí dizer-se que a vida se nos apresenta cheia de contrastes e, bem vistas as coisas, sem eles a Vida não teria "graça".

Frequentemente somos levados a cometer erros, mas o que seria da Vida sem eles? Não é verdade que,  na Vida, também vamos aprendendo com os nossos próprios erros?

Devemos rejubilar com os nossos sucessos e vitórias e nunca devemos desistir dos nossos sonhos e objetivos, mas nunca perdendo de vista o princípio do respeito pela Vida e o de amar os outros como a nós mesmo, não tendo vergonha de sermos felizes e de nos assumirmos tal como somos.

Será que viver é uma arte, um desperdício, ou um prazer?

Para uns a Vida é uma arte, enquanto outros desperdiçam o tempo adquirido, fazendo da Vida um martírio, enquanto que, os mais afoitos, procuram na Vida a maior satisfação e bem-estar. Viver deve ser, por assim dizer, um ato de coragem, procurando saber enfrentar as tempestades e usufruir das coisas boas que a Vida nos proporciona, respeitando sempre os limites dos outros.

Mas, afinal, "O que é aproveitar a Vida?".

Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos aproveitando bem a Vida. Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos aproveitando e dando valor à Vida. Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicarmos com drogas e excessos de qualquer espécie, estamos aproveitando de forma inteligente a nossa Vida. Tempo é Vida e desperdiçar tempo, é gastar momentos preciosos da nossa existência. Por isso, quando realmente gostamos de alguma coisa, devemos fazer esforços por preservá-la. Assim é, também, em relação à Vida.

E será que a Vida é um ponto de chegada, ou, um ponto de partida?

A Vida é chegada, mas é também um ponto de partida. Nascemos para morrer e temos que morrer para renascer, nessa bela e fascinante loucura a que se chama Vida!

A Vida é como que um sonho e compete, a cada um de nós, torná-lo realidade.

Por isso devemos ter sempre presente que só existem dois dias em que nada pode ser feito. Um dia chama-se “ontem” e o outro “amanhã”. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar e principalmente ─ VIVER!
Vasco Lopes da Gama

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Afinal, o que é ser idoso? E quando é que começa a velhice?

Será que ser idoso é, simplesmente, alguém com rugas?

Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifique cronologicamente como idosa a pessoa com mais de 65 anos de idade, em países desenvolvidos, e com mais de 60 anos de idade, em países em desenvolvimento, o sentimento de envelhecimento acontece de forma distinta para cada pessoa, deixando algumas profundamente angustiadas, enquanto que outras a encaram de forma tranquila.

É evidente que o processo de envelhecimento é contínuo, ou seja, não se inicia numa idade específica. Portanto, não é simples delimitar quando uma pessoa se torna idosa.

Envelhecer não é fácil numa sociedade que negligencia, ou ignora, a velhice, esquecendo-se que, respeitar o idoso, é saber respeitar o dia de amanhã que nos aguarda.

E o Poder Público tem conseguido desenvolver ações eficazes para assegurarem aos idosos as condições necessárias ao pleno exercício da sua cidadania? Não é notório que lhes falta emprego, saúde e habitação condignos?

Ao nível do ambiente familiar, o idoso nem sempre recebe o carinho e atenção básicos, facto que os relega à realidade do isolamento e, não raras vezes, de abandono em lares da Terceira Idade. Esse abandono acontece geralmente quando o idoso já não pode trabalhar, tendo assim perdido o seu estatuto de trabalhador, passando a uma situação de dependência económica e financeira dos seus familiares.

Torna-se assim imprescindível que os idosos permaneçam entusiasmados com a vida, que ainda se sintam portadores da sua capacidade produtiva e possam pronunciar-se e decidir sobre tudo que lhes diz diretamente respeito.

Mas convenhamos, que não é nada simples e fácil envelhecer-se numa sociedade como aquela em que vivemos. É necessário que, dia a dia, haja um esforço conjunto entre família, governo e sociedade para que os idosos deixem de ser “cidadãos no papel” e vejam os seus direitos conquistados e plenamente garantidos.

Investir na valorização do idoso enquanto ser individual e social, significa que a Terceira Idade também pode ser sinónimo de vida ativa, saudável e produtiva, onde o fortalecimento dos laços afetivos familiares é, e será, a alternativa mais viável, já que através da solidariedade entre as gerações, estes tenham garantia de acesso aos seus efetivos direitos sociais.

Não tenhamos receio que a idade biológica bata à nossa porta porque, afinal, envelhecer não é um problema ─ é, isso sim, um privilégio!

Vasco Lopes da Gama

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Sonho de Consumo

Qual é o seu sonho de consumo? As respostas são muitas e variadas. O automóvel e a casa própria, são as respostas mais tradicionais no imaginário das pessoas, dividindo o espaço com as viagens para o estrangeiro, ou as novidades tecnológicas, como sejam: os computadores portáteis, os telemóveis, os televisores, os MP3, os iPod e os iPad, etc.

Alguns destes sonhos de consumo podem ser justificados por uma necessidade premente, como a dificuldade motivada pelo facto de depender apenas do transporte público, ou para fugir das despesas de aluguer duma casa. Mas outros sonhos são fruto dum desejo que visa pura e simplesmente aumentar o ego e a satisfação pessoal de quem os recebe.

Na maior parte das situações, ao falarmos nos sonhos, o que sobra em criatividade, falta, quase sempre, em recursos financeiros para torná-los realidade. Por isso, torna-se importante e absolutamente necessário que, cada um de nós, verifique se aquilo que quer, ou com que sonha, é compatível com a sua realidade e se o sacrifício exigido para a sua obtenção vale verdadeiramente a pena, pois o "consumo por impulso" é um dos grandes problemas da nossa sociedade e do seu endividamento.

Atualmente, um dos problemas que impedem muitas pessoas de melhorar a sua vida é que elas preferem ver os outros pelo que têm, em vez de procurarem ver o que os outros fizeram para conseguir aquilo que possuem, ou até mesmo ver o que eles próprios poderiam fazer para também o vir a alcançar.

O caminho mais curto para realizar o sonho de consumo, seja ele qual for, passa por organizar a vida financeira. E uma das formas para chegar a esse desiderato será a aplicação do chamado método "DISOP", que assenta nos seguintes quatro pilares: diagnosticar, sonhar, orçamentar e poupar.

No entanto, a atitude mais correta é, antes de fazer as outras despesas, calcular o preço do sonho e deduzir o valor do salário. Assim, para que o nosso sonho seja viável, é preciso que ele seja compatível com a nossa efetiva realidade.
Vasco Lopes da Gama

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oração da noite


Boa noite, Pai. 
Termina o dia e a Ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e perdão.

Obrigado pela esperança que hoje animou os meus passos.
Pela alegria que vi no rosto das crianças. 
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado também por isso que me fez sofrer... 
Obrigado porque naquele momento de desânimo me lembrei que tu és meu Pai.
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação.
Obrigado, Pai, porque me deste uma mãe compreensiva e carinhosa. 

Perdão, também, Senhor...
Perdão pelo meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único, mas irmão de muitos. 
Perdão, Pai, pela falta de colaboração.
Pela ausência de espírito de servir. 
Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto. 
Perdão por ter guardado para mim a tua mensagem de Amor. 
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-Te perdão e não se decidem a fazê-lo. 
Perdoa-me Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã.
Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um continuo "sim" numa vida consciente.

Boa noite, Pai. Até amanhã.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


O tão citado espírito natalício contagia povos, raças e multidões.

Cada um tem o seu conceito e definição para essa data. Boa parte das pessoas esperam esta época do ano para praticarem atos ousados com objetivos novos de mudança, transformação e melhoria de vida. 

Existem também aqueles que apenas planeiam esses atos, mas acabam acomodando-se com o tempo, deixando o desejo e a mudança escapar como se fosse um pássaro, pássaro esse que só regressa na mesma data do ano seguinte, não porque ele queira, mas sim por que as pessoas assim o preferem.

Feliz será o dia em que todos nós comemoremos o Natal não apenas com sonhos e desejos, mas também com lembranças de grandes realizações e vitórias. Para isso ocorrer, basta prender no interior essa fé natalícia que é nada mais nada menos, que a fé e a esperança oferecida por DEUS todos os dias do ano, mas que, infelizmente, o homem apenas aceita nesta data.

Power Point  (PPS, PPT) -
O Natal aproxima, definitivamente, o homem e DEUS.

JESUS CRISTO fez a diferença, nasceu, morreu e ressuscitou por amor ao homem e hoje, ELE, continua agindo a favor da Humanidade.

Que o Dia de Natal possa representar para cada um de nós, o nascimento de um grande homem, com novos projetos e sonhos, capazes de mudar o mundo, capazes de, pelo menos, mudar a nossa própria realidade.

Um Feliz Natal para todos!
Vasco Lopes da Gama


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E SE DEUS TE MANDASSE UM E-MAIL ASSIM?


Olá! Como é que acordaste esta manhã?

Eu vi-te e esperei pensando o que falarias comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras…querendo saber a minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo agradecendo-me por algo de bom que aconteceu na tua vida ontem.

Mandaste e-mails a todos os teus amigos, mas não falaste comigo... Tudo bem!

Notei que estavas muito ocupado tentando encontrar uma roupa apropriada para o trabalho. Então, esperei outra vez...

Quando andavas pela casa, de um lado para o outro, já pronto, eu estava lá. Seriam poucos minutos para ti dizer-me “olá Amigão!"

Mas estavas realmente muito ocupado. Como ainda tinhas 15 minutos antes de sair de casa, gastaste esse tempo apenas sentado numa cadeira, sem fazer nada!

À hora do almoço, esperei pacientemente outra vez enquanto estavas a ver TV e a comer a tua comida. Porém, mais uma vez, não falaste comigo!

Na hora de dormir devias estar muito cansado, pois apenas disseste boa noite à tua família, saltaste para a cama, caíste no sono e adormeceste rapidamente.

Tudo bem! Talvez não saibas que eu sempre estou ao teu lado, disponível.

Tenho muita paciência! Muito mais do que tu possas imaginar. Eu mesmo quero ensinar-te como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom.

Amo-te tanto que espero todos os dias por um sinal teu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento.

Sabes, é muito difícil uma conversa quando só existe um lado! Só um disposto a conversar. Bem, tu vais levantar-te outra vez para um novo dia e mais uma vez e … mais outra vez, e outra vez, sem falar comigo. E serão muitas vezes...

Um abraço do teu sempre Pai e Amigo,

DEUS

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Por um envelhecimento activo

A velhice é, sem dúvida, uma etapa da vida especialmente intensa, que exige uma mobilização de energia com vista ao ajustamento ao novo universo de sociabilidades de cada um de nós.

Esta fase etária da vida caracteriza-se pela diminuição das capacidades físicas, psicológicas e sociais, devendo ser acompanhada por um estímulo efectivo às capacidades da pessoa idosa, tendo em vista manter o seu papel social como pessoa e a manutenção das suas possibilidades e capacidades de desenvolvimento.

Os idosos devem considerar a velhice como um fenómeno natural. Isso ajuda-os a dar mais sentido à sua vida, sendo mais felizes e a integrar-se mais no seu meio e na sociedade.

O envelhecimento pode acarretar situações de fragilidade e dependência, mesmo em pessoas que têm uma atitude positiva em relação à sua vida. Um indivíduo, mesmo portador de uma doença, poderá sentir-se saudável, desde que seja capaz de desempenhar funções e actividades, capaz de alcançar expectativas e desejos e ter projectos, procurando manter-se activo no seu meio, ou seja, ter alguma função social que lhe proporcione uma boa qualidade de vida.

A reforma favorece o isolamento social, a inactividade e a depressão, uma vez que a retirada do mundo do trabalho, independentemente da sua vontade, gera no indivíduo um sentimento de falta de importância, utilidade e auto-estima, sobretudo numa sociedade onde o estatuto da pessoa idosa está ligado ao trabalho e à rentabilidade.

A idade da reforma, entendida no sentido de "deixar de trabalhar", tem repercussões diferentes em cada indivíduo, o que quer dizer que, se por um lado existem idosos que após a reforma continuam a ter uma vida social activa, por outro lado, a realidade mostra-nos que a maioria acaba por "cair" na inactividade e no desinteresse.

A maioria das pessoas idosas tem uma fraca participação na sua comunidade, o que gera sentimentos de solidão e desvalorização, com repercussões quer ao nível da integração sócio familiar quer ao nível da saúde física e psíquica, para além das fracas condições de vida em que a maioria da população idosa portuguesa vive, induzem-na a uma fraca mobilidade e a um consumo passivo de serviços que lhes são oferecidos, sem alternativas de escolha, sendo a pessoa idosa frequentemente dissuadida da actividade e persuadida à inércia quase vegetativa, sendo-lhe assim vedado o acesso à participação e intervenção nas decisões que lhe dizem respeito, como membro activo da sociedade.

Por outro lado, ainda hoje prevalece, numa boa parte da população, a visão tradicional da pessoa idosa como sendo alguém inútil, isolado, em declínio biológico e mental, com problemas de saúde e, na maioria das vezes, dependente física e economicamente de alguém.

A maior parte dos sinónimos da palavra "velho" carregam uma conotação depreciativa. O "Velho" não pode ser sinónimo duma pessoa que atrapalha as outras, de alguém que perdeu o direito à dignidade, à sobrevivência, à cidadania.

A entrada na "terceira idade" significa o início de uma nova etapa da vida que, se bem preparada e estimulada, pode ser promissora em termos de realizações de projectos, planos e sonhos que foram adiados e que, nesta altura, poderão proporcionar grandes benefícios na procura de um novo sentido para a vida.

Dedicar o tempo às actividades de lazer, de desporto e de criatividade, deve fazer parte do projecto de vida para esta fase da existência, favorecendo novos espaços de socialização e de participação na vida social, política, económica e cultural.

É bem verdade que o homem existe na medida em que realiza o seu projecto de vida e as Universidades Seniores são um dos importantes meios dinamizadores para obtenção desse desiderato.

Na "terceira idade" devemos continuar a fazer apelo à mobilização, a continuar a fazer, a criar, a descobrir, ou seja -  a viver!

Vasco Lopes da Gama

domingo, 18 de setembro de 2011

Acabaram as férias!


As férias "oficiais" terminaram.

As férias judiciais também já acabaram e este ano o regresso dos magistrados promete.

Os próximos meses poderão decidir o desfecho de alguns dos processos mais mediáticos - e longos - da história da justiça portuguesa. A chegada de Setembro coincide com a implementação de algumas medidas por parte do Ministério da Justiça - por força do Memorando da "troika".

Durante o Verão, Portugal resolveu um problema com décadas. Acabaram os direitos especiais do Estado em empresas cotadas. A última das empresas onde o Estado ainda tinha direitos especiais, a “EDP”, libertou-se dessa intervenção. Primeiro terminou a "golden share" da "PT", em finais de Julho, depois foi a "Galp Energia" e, por último, foi a vez da "EDP". 

Tudo isto aconteceu em menos de dois meses, neste Verão de 2011 - entre 5 de Julho, quando o Governo aprovou em Conselho de Ministros o fim das "golden share", e 25 de Agosto, o dia em que se acabou com os direitos especiais do Estado na “EDP”. 

Em poucos dias, com boa parte dos portugueses de férias, terminou um processo com anos que opunha Portugal às instâncias europeias, por violação das regras do mercado único de livre circulação de capitais e de concorrência. 

A história das três "golden share" é a imagem da paralisia em que o País estava, acorrentado pelos poderes instalados. Foram quase duas décadas a tentar mudar sem nada conseguir. E no Verão de 2011 tudo se fez. Sem estudos, debates ou pareceres, graças à "troika".

Mas, para os Seniores, a chegada do mês de Setembro pode representar a abertura duma janela de oportunidades para umas "escapadelas" pelo nosso país.
  
Aproveitemos, pois, que a azáfama das férias já terminou, que as grandes enchentes para tudo acabaram, e aproveitemos para passar uns dias relaxantes e, certamente mais económicos, por este nosso belo Portugal.

Difícil vai ser escolher o melhor destino! Procuremos explorar todos os cantos e recantos do país e convivamos com a nossa História e cultura. Apaixonemo-nos por paisagens únicas e não deixemos de saborear a genuína gastronomia portuguesa.

Se a opção recair pelas terras algarvias, para além dos bons passeios à beira-mar não devemos deixar de comer uma saborosa cataplana.

A Idade de Ouro deverá ser vivida em pleno, com muitos e bons momentos!
Vasco Lopes da Gama

sábado, 10 de setembro de 2011

As mãos do meu avô!


Meu avô, com noventa e tantos anos, sentado debilmente no banco do jardim, não se movia. 

Estava cabisbaixo, olhando para as suas mãos. Quando me sentei ao seu lado, nem deu pela minha presença.

E o tempo passava…

Sem querer incomodá-lo, mas querendo saber como estava, perguntei-lhe como se sentia.

Levantou a cabeça, olhou-me e sorriu. "Estou bem, obrigado por perguntares", disse com uma forte e clara voz.

Expliquei-lhe que não queria incomodá-lo, mas queria ter certeza de que estava bem, já que estava sentado, imóvel, simplesmente, olhando para suas mãos.

Meu avô perguntou-me: "Alguma vez já olhastes as tuas mãos? Quero dizer, olhaste realmente para elas?"

"Tu nunca voltarás a ver as tuas mãos da mesma maneira…"   

Lentamente soltei minhas mãos das de meu avô, abri-as e contemplei-as. Virei as palmas para cima e depois para baixo.

Não, creio que realmente nunca as tinha observado. Queria saber o que o meu avô me queria dizer.

Meu avô sorriu e disse-me...

"Para e pensa um momento sobre como tuas mãos te têm servido através dos anos. Estas mãos, ainda que enrugadas, secas e débeis têm sido as ferramentas que usei toda a minha vida para alcançar, pegar e envolver.

Elas puseram a comida na minha boca e a roupa no meu corpo. Quando criança, minha mãe ensinou-me a juntá-las em oração. Elas ataram os atacadores dos meus sapatos e ajudaram-me a calçar as minhas botas.

Estiveram sujas, esfoladas, ásperas, entrelaçadas e dobradas...

Foram inábeis quando tentei embalar a minha filha recém nascida...

Foram decoradas com uma aliança e mostraram ao mundo que estava casado e que amava alguém muito especial...

Elas tremeram quando enterrei meus pais e esposa, e quando entrei na igreja com minha filha no dia do seu casamento.

Elas têm coberto o meu rosto, penteado o meu cabelo e lavado e limpo todo o meu corpo.

E, até hoje, quando quase nada em mim funciona bem, estas mãos ajudam-me a levantar e a sentar e ainda se juntam para eu orar.

Estas mãos têm as marcas de onde estive e a dureza de minha vida.

Mas, o mais importante, é que são estas mãos que Deus tomará nas Suas quando me levar à Sua presença!"

Desde então, nunca mais vi as minhas mãos da mesma maneira.

Mas lembro-me quando Deus esticou as Suas mãos e tomou as de meu avô e o levou à Sua presença.

Na verdade, as nossas mãos são uma bênção.

Cada vez que uso as minhas mãos penso no meu avô, e pergunto-me: “Será que estou fazendo bom uso das minhas mãos?”

E sempre que a minha consciência responde que “estou a usar as minhas mãos para praticar o bem, para trabalhar honestamente, que as estou a usar para dar carinho e amparo a quem necessita”, sinto-me feliz e em paz…

E agradeço ao Criador por tamanha bênção, esperando que Ele estenda Suas mãos para que, também eu, um dia, possa nelas repousar!”

A vida acontece no presente, sempre!

Há somente o hoje, o agora, e que este possa ser o nosso momento com Deus!

Agradeçamos, por tudo o que temos na vida… e também pelas nossas mãos que, com bondade, ajudam a tornar o HOJE, um dia MELHOR!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ser mulher!


Esta é uma pequena e singela crónica de homenagem às Mulheres, de todas as idades e de todas as nacionalidades.

As mulheres têm energias que surpreendem os homens!

Elas enfrentam dificuldades e regulam os problemas graves, contudo, elas têm felicidade, amor e alegria.

Sorriem quando queriam gritar, cantam quando queriam chorar, choram quando são felizes e riem quando estão nervosas. 

Lutam por aquilo em que acreditam.

Revoltam-se contra a injustiça.

Não aceitam um "não" por resposta quando crêem que há uma solução melhor. 

Elas privam-se para manter a família de pé.

Elas vão ao médico com uma amiga receosa.

Elas amam, incondicionalmente. Lutam por aquilo em que acreditam.

Elas choram quando os seus filhos têm sucesso e congratulam-se pelas possibilidades de seus amigos.

São felizes quando se propõem falar de um baptizado ou de um casamento.

O seu coração quebra-se quando um amigo morre. Sofrem pela perda de uma pessoa querida.

Sem dúvida que são fortes quando pensam que não têm mais energia.

Elas sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a cuidar de um coração quebrado.

Mas, não há dúvidas, na mulher, há um defeito...

É que ela esquece-se de quanto vale!
Autora: Nora – Uruguai